Os números do Alto Tietê são incertos, mas em todo o Estado de São Paulo, ao menos, 11,8 mil casos de desaparecimento foram registrados entre janeiro e julho deste ano.
Os dados são da 5ª Delegacia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os dados preocupam.
Neste primeiros sete meses do ano, 11.131 pessoas foram localizadas. E somente em julho deste ano, foram 1.654 pessoas desaparecidas e 1.622 pessoas encontradas. Casos de desaparecimento geram muita apreensão em familiares, que muitas vezes não sabem exatamente como proceder. Um dos primeiros passos para casos de desaparecimento é rastrear o celular do indivíduo é o que orienta Jorge Lordello, especialista em Segurança Pública-Privada, colunista do Diário de Suzano (DS), e apresentador do programa Operação de Risco na RedeTV.
O especialista dá orientações e alerta sobre tentativas de golpe nessas situações.
Os golpistas se aproveitam de uma situação em que a pessoa está vulnerável para dar golpe.
“Normalmente quando alguém desaparece os familiares divulgam imagem e pedem para entrar em contato caso haja pistas. São dessas situações que se aproveitam para pedir dinheiro em troca de pista. Se realmente for uma dica a pessoa não vai agir de má fé”, destacou.
Lordello explica que rastrear o celular ou o GPS do carro é o primeiro passo para dar quando há o desaparecimento de um ente. Atualmente todos os celulares tanto Android quanto IOS conseguem o acesso ao rastreador.
“Hoje em dia todos os celulares conseguem fazer rastreamento pela internet. Podem tentar puxar o GPS do carro também. Caso não consiga pode tentar acessar a Polícia”, comentou.
O próximo passo é verificar se há registro da pessoa desaparecida nos serviços de emergência: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
Para Lordello, a família não precisa esperar 24 horas para registrar o Boletim de Ocorrência.
O BO é o documento que desencadeia oficialmente a investigação de um desaparecimento, por isso é importante fazê-lo imediatamente após a desaparição. Não é necessário aguardar 24 horas para registrar o BO.
Quando você faz o BO de uma pessoa desaparecida, o RG dela é bloqueado, mas isso não gera antecedentes criminais contra ela.
É importante manter os dados de contato atualizados junto aos órgãos em que solicitou apoio e, principalmente, junto à delegacia responsável pela busca.
“O importante também é dar baixa no BO. As famílias encontram o familiar e não avisam a polícia. Então as estáticas às vezes são maiores do que o número real”, disse.
Outra orientação é que as famílias podem buscar ajuda nos serviços de apoio a familiares e pessoas desaparecidas. Além disso, os familiares também podem procurar portais de notícias e jornal para divulgar o desaparecimento.