O Diretório do PT de Suzano abriu uma crise com o pedido de renúncia de 22 dirigentes do partido, sendo sete da atual diretoria. Eles discordam da eleição interna do Processo Eleitoral Direto Extraordinário (Pedex), marcada inicialmente para o dia 8 de outubro com prorrogação para o dia 29 do mesmo mês. Apenas um membro da atual diretoria decidiu permanecer no cargo.
Os dirigentes, incluindo o presidente Valterson Mengalli pediam a prorrogação da atual diretoria até 2025, como ocorreu em níveis estadual e nacional. Os dirigentes entraram com recursos nas esferas estadual e nacional, mas tiveram negados os dois pedidos.
Segundo eles, a eleição do Pedex para o dia 8 prejudicaria e inviabilizaria a organização do processo e a campanha junto aos filiados. “Tentamos em conversas com membros das instâncias superiores o adiamento da data do Pedex para o final do mês, a fim de participarmos do mesmo, e nos foi negado tal pedido”, afirmam em carta.
Os dirigentes também são contra a possibilidade cogitada de o PT apoiar uma candidatura do PV, uma vez que os dois partidos fazem parte da mesma confederação. Para eles, trata-se de uma manobra para enfraquecer o partido e inviabilizar uma candidatura petista. Com a renúncia dos 22 dirigentes, a expectativa é de que apenas uma chapa concorra à eleição do Pedex, marcada para dia 29 de outubro.
Em carta, os dirigentes afirmam que renunciaram por conta de um “cenário tenebroso” com demora da decisão final sobre o recurso, “da falta de respeito ao nosso grupo que representa quase 70% do diretório municipal e 90% de sua executiva, do flagrante desrespeito às regras previstas na deliberação sobre o Pedex (até hoje não tivemos acesso a lista de presença da reunião da executiva estadual que aprovou o Pedex em Suzano)”.