A conta de luz vai ficar 7,16% mais cara para 550 mil clientes da EDP no Alto Tietê. Para as indústrias e clientes atendidos na alta tensão, o reajuste ficará em 6,28%.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu as novas tarifas de energia elétrica a serem aplicadas na área de concessão da EDP em São Paulo a partir de 23 de outubro (segunda-feira).
Contribuíram para esse efeito a elevação dos custos de transmissão e dos encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), contemplando novas atribuições para fazer frente aos custos com a crise hídrica de 2021 e aos custos com o subsídio da micro e mini geração distribuída. A parcela da receita que cabe à distribuidora contribuiu com apenas 0,17% para esse efeito.
No processo de Revisão Tarifária Periódica, que ocorre a cada quatro anos para a EDP SP, a Aneel recalcula os custos relativos à operação, manutenção, depreciação e remuneração dos ativos que estão à serviço do consumidor. Nessa oportunidade também são compartilhados os ganhos de eficiência com o consumidor. Já os custos relativos à energia comprada das geradoras, ao transporte da energia, aos encargos setoriais e aos ajustes financeiros são definidos com base em projeções para os doze meses subsequentes, assim como na variação de preços verificada nos doze meses anteriores.
A tarifa de energia é composta por custos da geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos e tributos, ou seja, quando a conta chega, o consumidor paga pela compra da energia (custos das empresas geradoras), pelo transporte (custos das empresas de transmissão de energia), pela distribuição (parte que cabe à EDP) e pelos encargos setoriais e tributos.
Com a revisão, um consumidor residencial que costumava pagar uma conta de R$ 100,00, passará a pagar R$ 107,16. A cada R$ 100,00 de uma fatura mensal apresentada ao cliente, R$21,70 serão destinados à EDP, para a cobertura dos custos com operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição de energia elétrica. Outros R$ 41,40 serão destinados ao pagamento das despesas com geração e transmissão da energia, enquanto os R$ 36,90 restantes serão destinados aos encargos setoriais, impostos e tributos.