O Sistema Alto Tietê de represas opera em queda com 64,9% da capacidade total. Houve redução de 2,6% de água armazenada no período de um mês. Os dados foram atualizados na quarta-feira (2) pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
De todos os sistemas de represas do Estado (são sete no total), o que atende a região é o quinto da lista em percentual de volume de água armazenado.
A melhor situação ocorre no Sistema Rio Grande, com 77,4%, e a pior, no Cantareira, com 47,5% de água. O primeiro abastece cidades do ABC Paulista, enquanto o segundo, outros municípios da Grande São Paulo, como Caieiras, Franco da Rocha, Mairiporã, etc.
No Sistema Alto Tietê, a represa que opera com quantidades mais confortáveis é a de Ponte Nova, com 88,25% da capacidade total. Em seguida, vem a de Paraitinga, com 64,71%.
Outra barragem que opera com bastante água no momento é a de Taiaçupeba, com 40,99% do total.
Em contrapartida, duas represas operam com baixíssima quantidade de água no momento. Em ambas, o percentual de volume represado é de menos de um quarto da capacidade total. Isso acontece na Represa de Biritiba, que opera com apenas 20,16% da capacidade, e na de Jundiaí – a pior situação no momento – operando com apenas 9,38% de sua capacidade.
Mesmo com os números baixos das represas de Biritiba e Jundiaí, não há motivo para pânico. Isso porque as barragens de toda a Região Metropolitana de São Paulo são interligadas.
Segundo a Sabesp, trata-se de uma queda “normal” neste período do ano por conta da estiagem, e não há riscos para a população.
Isso porque o sistema é integrado desde a crise hídrica ocorrida em 2014. De acordo com a Sabesp, é possível abastecer diferentes regiões com água de mais de um reservatório. Por isso, a companhia costuma levar em consideração o volume total de água armazenada no sistema como um todo, e não por represas. Atualmente, o armazenamento total é de 56% da capacidade. Mesmo sem riscos, a Sabesp recomenda que a população use água com consciência.



Em queda, Sistema Alto Tietê opera com 64,9% da capacidade - (Foto: Jackeline Lima/Divulgação)




