Quando falo nos duelos modernos, parece ser difícil entender, entretanto, nossas armas nos favorecem para duelarmos sem sequer nos apercebermos.
A língua um componente importante do nosso corpo, talvez seja a arma mais letal que possuímos, afinal podemos ferir as pessoas profundamente com as palavras que pronunciamos e, quando fazemos isso com o intuito de magoar, sabemos como fazer, como utilizar palavras ferinas e dolorosas que conseguem causar danos profundos em quem as ouve e que muitas vezes sentem-se incapacidades de revidar pelos mais diversos motivos.
Causamos a morte mais dura e cruel, aquele em que a pessoa permanece com a vida, mas segue com um sofrimento, com uma mágoa que pode acompanha-la além-túmulo e causar danos infinitos a quem provocou essa aflição e sofrimento desnecessário.
Somos por vezes tão cruéis em nossas observações que dirigimos nossas armas letais como a língua, o dedo em riste, o olhar impiedoso até mesmo para pessoas com quem não convivemos e nem mesmo conhecemos, nossos olhos sondam o que nos rodeia e nossa mente ativa vai pronunciando julgamentos, às vezes favorável ao que vemos outras negativas e maliciosas.
Assim prosseguimos com os duelos sem sequer perceber o mal que estamos causando quando dirigimos as ofensas de maneira direta e pessoal ou quando somente nos colocamos na posição de superioridade acreditando que sabemos tudo e podemos julgar situações, até mesmo aquelas que desconhecemos por completo. Colocar-se na posição de juiz de todas as coisas é muito fácil, mas, não aceitamos quando somos nós os julgados.
Não queremos que nos julguem que nos lancem olhares malévolos, queremos ser os mais corretos, aqueles que jamais serão criticados por suas atitudes, pois, nossa honra está sempre acima de tudo e de todos.
Quando acessamos uma página social qualquer e nos é apresentada uma postagem que não nos agrada, usamos nossa mente e nossos dedos para espicaçar aquele que ali se manifestou, julgamos sua atitude, julgamos e decidimos sobre seu modo de se conduzir, como se fossemos mestres em comportamento, como se fossemos perfeitos.
Se tivéssemos a simples noção de que estamos todos aqui de passagem e que nos foi ensinado que devemos amar o próximo como nos amamos, que devemos perdoar setenta vezes sete ou de maneira melhor perdoar sempre, pois, a carga da falta de perdão é imensamente pesada e é sobre nós mesmos que ela pesa, nos tornaríamos melhores, faríamos nosso caminhar mais suave, evitaríamos atritos desnecessários, seriamos mais felizes e estaríamos praticando a caridade em sua essência, aquela que doamos amor, que estendemos nossos braços para acolher quem precisa de um abraço, emprestamos os ouvidos para quem necessita falar e ouvir uma palavra amiga e consoladora.
Dessa forma, talvez, conseguíssemos influenciar positivamente o mundo em que vivemos e as pessoas que nele habitam e, assim teríamos mais paz, menos violência, mais entendimento e a evolução que tanto almejamos chegasse mais rapidamente.
A humildade e o reconhecimento de que nada somos que daqui nada levamos a não ser o que fizemos e aprendemos de bom e que podemos não ser esquecidos por aqueles que prejudicamos, certamente seríamos melhores como seres humanos, mais amor e mais entendimento seria o nosso lema para nossa convivência...