A violência contra mulheres e crianças refere-se a qualquer ato que cause dano físico, sexual, psicológico ou moral a essas pessoas, seja no ambiente doméstico, escolar ou social. Esse tipo de violência pode se manifestar através de agressões, ameaças, abuso sexual, negligência, exploração, privação de liberdade ou qualquer forma de pressão psicológica.
Quando falamos em violência logo imaginamos aquelas que ferem, machucam fisicamente, que são visíveis, entretanto, elas podem ser também psicológicas, sexual, patrimonial, moral e a negligência.
Observamos, não raro, nas ruas a violência psicológica, onde humilhações, ameaças acontecem, mas que não nos envolvemos por entender que se trata de algum desentendimento familiar, que é momentâneo, mas na maioria das vezes é frequente seja em público ou no convívio familiar entre paredes.
A violência sexual é muito comum, acontece quando o marido ou companheiro submetem a esposa ou companheira mediante força bruta a praticar atos sexuais contra sua vontade e, até mesmo estranhos fazendo uso de força física ou armas a estupram, ocorre também com muita frequência com menores, tanto meninas quanto meninos, filhos ou enteados do violentador, que fazem uso do seu poder físico ou paterno para submeter esses menores aos seus desejos libidinosos.
Existe e não é muito entendido como violência aquele que age contra o patrimônio da vítima, que destrói os bens, controla o dinheiro e até os documentos, impedindo que a sua vida siga com normalidade, além desses a difamação e atitudes que prejudicam a vítima em sua reputação, também é considerada violência, apesar de acontecer sem uso da força na maioria das vezes.
A negligência é também uma forma de violência e é frequente e silenciosa, ocorre com o abandono, com a falta dos cuidados básicos como alimentação, higiene e até mesmo educação e, atinge normalmente crianças. A violência de maneira geral causa danos profundos na vida das pessoas, resultando quase sempre em problemas para a saúde física e mental, muitas vezes influindo no seu comportamento emocional.
Sempre que tomamos ciência de atitudes como essas podemos e devemos denunciar, com os cuidados necessários para que as pessoas envolvidas não sofram consequências desastrosas por nossa intromissão.
Em defesa dessas pessoas no Brasil existem leis que as protegem como a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que são fundamentais, pois, garantem o direito e tratam de orientar as medidas de proteção bem como as punições para os agressores, que na maioria das vezes são familiares próximos.
Podemos ajudar observando aos sinais de violência, como ferimentos, marcas roxas pelo corpo, nas crianças pelo medo de aproximação e por fugir de gestos de carinho e buscando ajudar, seja denunciando, oferecendo apoio ou encaminhando para os serviços de assistência.
Nossa contribuição pode parecer minúscula, mas para quem sofre violência é uma ajuda valiosa, pois, sempre se sentem inferiorizados e incapazes de se defender, muitas vezes pelo vínculo familiar, outras pelas ameaças rotineiras que sofrem e até mesmo pela vergonha de se exporem e serem ridicularizadas que muitas vezes acontece até mesmo entre os familiares que não visualizam o parente como um potencial agressor.
A sociedade será melhor se combatermos essa violência que acontece diariamente, muitas vezes diante dos nossos olhos e que algumas vezes tentamos não enxergar.