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Padre Carmine

A Igreja e a Política

29 novembro 2024 - 08h00 Por Gabriely Machado
A Igreja e a Política

Os suzanenses participaram das eleições em outubro. 
Os candidatos trabalharam para que suas campanhas atingissem bons resultados. Os eleitos analisam hoje, os grandes desafios no atual cenário político e os jornalistas procuram conhecer os projetos dos candidatos eleitos.
A Igreja Católica e outras denominações religiosas não podem ficar à margem da luta pela justiça e pela eleição de bons candidatos e procuram contribuir para que o povo brasileiro possa votar conscientemente na escolha de bons candidatos para os cargos do Executivo e do Legislativo
Mas antes de falar dos novos eleitos para ocupar uma cadeira na câmara ou no governo do Município, quero destacar a importância que têm os governos federal, estaduais e municipais de apoiar os projetos criados pelas comunidades locais, entidades sociais e movimentos populares que se organizam para oferecer soluções a problemas que atormentam a cidade, os bairros e as periferias.
Isto quer dizer que as políticas públicas nascem da sociedade e com o apoio 
do poder público devem sair do papel e serem realizadas a benefício da população. É a política que se baseia na parceria, de um lado a sociedade que age e se organiza para fazer acontecer a mudança e o crescimento e do outro os governantes que interagem, utilizando os recursos dos quais eles dispõem para plicá-los nos projetos sociais. A participação da sociedade e a responsabilidade do poder público fazem a diferença na forma de governar, pois o progresso da cidade não se baseia apenas na responsabilidade do Executivo.
Normalmente pensamos o Estado e a Prefeitura no topo de uma pirâmide, detendo o poder absoluto para dar vida a todos os projetos.
Contra esta filosofia surgiu o princípio da subsidiariedade que permite ao povo de interagir com as decisões da Câmara e do Executivo na administração com uma melhor relação entre as esferas sociais e políticas
As comunidades ou estruturas mais pequenas devem ser capazes de cumprir as suas atribuições ou competências de forma igual ou mais eficiente do que as comunidades ou estruturas superiores. As esferas sociais mais próximas da pessoa, como a família ou a comunidade local, devem ser apoiadas, pelas esferas mais distantes. As menores unidades sociais ou políticas devem lidar com os problemas que conseguem resolver sozinhas, antes de escalar para níveis superiores. No contexto do direito administrativo, o princípio da subsidiariedade orienta a divisão de responsabilidades entre diferentes níveis de governo. Um exemplo prático pode ser a gestão comunitária da educação.