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Padre Carmine

Sexta Feira Santa

18 abril 2025 - 08h00 Por Gabriely Machado
Sexta Feira Santa

Um infame espetáculo de crueldade aconteceu na Sexta Feira Santa, quando Jesus foi crucificado às três horas da tarde. Neste instante, uma nuvem escura cobriu a cidade de Jerusalém e o monte Gólgota, onde três homens, pendurados na cruz esperavam a morte. Enquanto a mãe de Jesus, ansiava por receber em seus braços o corpo exânime de seu Filho crucificado na cruz, os soldados zombavam dele e dos dois malfeitores .
Após algumas horas de macabro cenário de crueldade e morte, o corpo de Jesus, descido da cruz, deslizou suave nos braços de Maria e envolto num sudário foi deposto no sepulcro e fechado com uma grande pedra.
Antes de morrer, Jesus tinha sido flagelado, coroado de espinhos, espancado, injuriado, vilipendiado, maltratado. Tudo suportou o Filho de Deus porque quis se sacrificar por nós.
Mistério de amor! Deus tornou-se um de nós, semelhante em tudo a nós. desde criança até a morte. Começou pela Galileia a anunciar seu novo projeto de vida. Tentou tornar mais leve o fardo pesado das leis religiosas do Judaísmo e pregou uma mudança de vida.
Porém, o Supremo Tribunal de Jerusalém, rígido e fechado no seu sistema religioso, começou a odiá-lo, rejeitá-lo e persegui-lo. Cristo não se rendeu e com suas palavras continuou a perturbar principalmente aqueles que amavam apenas o poder e serviam-se dele para explorar o povo.
Multidões seguiam Jesus e aglomeravam-se ao seu redor. Isso causou um grande ciúme na cúpula judaica constituída pelos membros do Sinédrio que decidiram eliminar o pregador de Nazaré. Cristo tinha que morrer. Eis o que temos nas costas da história de ontem e de hoje: inocentes punidos com a pena de morte! Deformada toda a razão, com sentimentos de ódio, deixam correr sangue inocente. O Justo, pagou com a vida a fúria selvagem e violenta dos que afogaram sua própria alma num terrível e agressivo ódio mortal.
Ainda hoje, há quem injeta o amargo veneno no coração de tantos jovens. Com certeza falta, aos que passam a praticar assaltos, roubos, violência e droga, um convívio familiar saudável e amoroso. É preciso trabalhar a formação das crianças, adolescentes e jovens de modo claro e sistemático, para que possam assumir o cuidado de si e recusar hábitos violentos e atitudes prejudiciais à conduta e ao bom convívio social.
Por isso, é papel primário da família, em parceria com a escola ajudar as novas gerações para que possam resistir aos conteúdos nocivos das redes sociais e valorizar a construção do projeto de vida.
Não cessa, entretanto a violência urbana e periférica, não cessam lagrimas e prantos por tantas vidas perdidas. O Calvário ergue-se para tantas pessoas inocentes assassinadas. Novamente aos pés da cruz se encontram mães chorando, sem consolo pela tanta dor. Rezam, para acalmar a própria alma encontrando a força necessária no Cristo Crucificado.