Desde o início do pontificado o Papa Leão XIV se apresenta ao público com as vestes brancas. Porém, ele vê o mundo, a humanidade, a população de Gaza e da Ucrânia e de tantos outros países, manchados de sangue. Como seria bom se um dia pudéssemos ver os homens cantar, anunciar e acenar alegramente a chegada da paz, segurando um lenço branco na mão e ver em todas as cidades que a paz estaria prestes a ser realizada. Se os dias estão pesados porque carregados de ódio, de crimes, de mortes, de violência e de conflitos sangrentos, isso nos leva a empunhar com coragem a bandeira da paz e forjar uma nova história dentro do lares, das famílias, das escolas e das cidades. Devemos ver o amanhã e o futuro com novos olhos, alegrando-nos com um futuro melhor.
No entanto a humanidade está sofrendo uma tensão politica entre os chefes de Estados, movidos a defender seus interesses económicos, seus territórios, suas bases militares. O mundo vem sofrendo a dureza da guerra que tem a cor do sangue e da morte e vem perdendo o jeito de ser feliz. É terrível, de repente, ouvir o barulho de foguetes estourando e deixando em pedaços casas, prédios, escolas e hospitais, com pertences esparramados no meio da rua. É doloroso ver gente se agachando para fazer o resgate de itens espalhados, e sobretudo de gente sepultada debaixo dos escombros, gente ainda viva ou já morta. Numa cultura de guerra não há como justificar o excesso de bombardeios destruindo vilarejos inteiros. A humanidade está exausta pelo marasma que aflige a sociedade e a população. Voltando o olhar para os países que se encontram ao centro do cenário bélico vimos tanta opacidade nas mentes dos que governam e de jeito nenhum suas atitudes e suas ações militares encontram uma justificativa.
A paz que está guardada em “vasos de argila” deixou de ser o tesouro mais precioso,
Mas ao mesmo tempo vem nascendo no coração do povo o desejo de lutar para que ela volte a reinar no mundo de hoje. Por isso, com certeza o povo vencerá o mal, vencerá o ódio daqueles que tiram a vida, ameaçam a liberdade do cidadão e espalham o medo amordaçando os sonhos. Caminhemos com Jesus Ressuscitado, comunicando a paz e a justiça, a boa nova da utopia e rompendo as trancas que sufocam a vida e o amor.
" A paz esteja convosco" Estas palavras de Cristo, dirigidas aos apóstolos logo após a ressurreição, devem ser bem lembradas. O mundo precisa de paz.
Da noite dos bombardeios contra as instituições cívicas e públicas de Gaza e da Ucrânia já se passaram centenas de dias. Ficou a dor amarga dos familiares que perderam seus entes queridos, com uma grande dor guardada no coração e entre as paredes do próprio lar.
Brilhe na escuridão dos lares, sem a vida que já se foi, a luz da esperança que nunca deve se apagar. A terra pode voltar a brilhar sorridente pela festa de um mundo novo.