Nem tudo podemos escolher nessa vida. Mas muito do que vivemos pode ser atribuído às escolhas que fazemos. Diria que 90% do que vivemos são consequências de nossas escolhas e decisões. Algumas acertadas; outras, equivocadas e até mesmo erradas. O ser humano gosta de atribuir a terceiros a culpa por escolhas erradas. É difícil nos dias atuais encontrar alguém que reconheça o seu erro e assuma a responsabilidade por suas escolhas. Podemos escolher, por exemplo, como vamos viver a nossa breve jornada terreal. Diante da eternidade, a nossa vida é muito curta! Não temos conhecimento do dia, hora, e forma como vamos morrer. Mas podemos escolher, sim, viver de forma elevada, significativa, dando sentido à nossa existência. Temos a tendência de pensar que os outros, sim, têm uma vida boa. Problemas, só nós os temos. Todavia, quando conversamos sinceramente com as pessoas, constatamos que todas têm os seus desafios e as suas lutas. Olhando a vida pelas lentes das redes sociais, realmente, podemos nos enganar em nossa avaliação. As redes sociais mostram "excertos" da vida. Mas não é a vida!
Sabemos como Jesus nasceu e morreu. Temos conhecimento sobre os seus feitos, conforme narrados pelos Evangelhos. Mas será que já paramos para pensar sobre a personalidade de Jesus e a forma como viveu aqui na Terra? Julgamos as pessoas pelo que fazem. Em geral, quando nos tratam de forma inadequada, quando somos ofendidos, maltratados, pensamos só nos "defeitos" daqueles com os quais tivemos o conflito. Temos dificuldade para "filtrar" as nossas percepções, reações, sensações, impressões, que foram afetadas por um acontecimento do momento. Ficamos remoendo a decepção sofrida. Temos a tendência de generalizar. Jesus, em sua vida terrena, enfrentou muitas decepções. Foi julgado e rejeitado pelos seus, sofreu preconceito e ingratidão, foi traído, abandonado... Jesus sofreu o que nós sofremos na vida. Por isso, ele entende o nosso sofrimento também. No entanto, todos esses sofrimentos não o tornaram amargurado, azedo, ingrato, murmurador, mal-humorado, vingativo... Jesus era uma pessoa jovial e alegre. Frequentava festas, gostava de interagir com as pessoas, agradando-se de uma boa conversa. Era uma pessoa firme em seus posicionamentos, mas sensível; era animado e agradável! As crianças divertiam-no a valer; ou não ficariam perto dele. Jesus era uma pessoa de bem com a vida, a sua curta vida de 33 anos. Divertia-se vendo e ouvindo a natureza. Era um observador das coisas, das pessoas, atento aos menores incidentes domésticos: se o pano era velho e o remendo novo; se o vinho novo estourava os odres velhos; se a dona de casa varria o chão, punha sal na comida, amassava farinha. Jesus cultivava os prazeres simples e puros da vida! As "tempestades da vida", as decepções, não tiravam o seu sono e a sua tranquilidade.
Podemos escolher viver melhor com a sabedoria que o Senhor nos dá. Todos os dias somos confrontados com situações sobre as quais podemos reagir de forma construtiva ou destrutiva. Vamos nos deter por um momento na vida do apóstolo Paulo, após a sua conversão. Ele foi colocado diante de tribunais, foi expulso de cidades, foi apedrejado, apanhou com varas e foi jogado na prisão várias vezes. Além disso, outros cristãos não o entenderam e se opuseram a ele.
Não vivam como os ignorantes, mas como os sábios. Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm. Não ajam como pessoas sem juízo, mas procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam". (Efésios 5:15-17)