Temos acompanhado as aflições pelas quais tem passado a população do Rio Grande do Sul. Esse sofrimento também nos atinge enquanto povo brasileiro, enquanto seres humanos que somos. Nos depoimentos que ouvimos e vemos fica claro que as pessoas daquele estado não estão conseguindo enxergar uma saída em curto prazo para os problemas que estão enfrentando. O Salmo 121, que é uma canção de peregrinos, começa com uma pergunta: "Olho para os montes e pergunto: - "De onde virá o meu socorro?" E segue a resposta: - "O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra". Esse salmo era cantado na subida para Jerusalém, como uma declaração de que o Senhor estava com eles e os conduzia na caminhada até o destino final. Assim é a nossa trajetória - passamos por vales, curvas, buracos, pedras, subidas e descidas! Os caminhos não são fáceis. Todavia, tendo o Senhor como o nosso guia, podemos passar por todas essas intempéries e avançar! Há momentos em que passamos por situações para as quais não vemos saída. Quem nos livrará? Quem nos socorrerá? Quem impedirá que inimigos interiores e exteriores nos prejudiquem? Vem uma resposta clara: o nosso socorro vem do Senhor, o Criador dos céus e da terra, para quem nada é impossível!
Na semana passada, abordamos a história de Noemi, uma mãe que passou por muitas dores e perdas. Onde está Deus, quando você está sendo dilacerado pela dor? Após as perdas do marido e filhos, Noemi ficou sem rumo. Voltou para Belém (casa do pão) com a sua nora, Rute. Ao chegarem a Belém, toda a cidade se comoveu com o retorno de Noemi. No entanto, a fala amargurada dela foi: - "Não me chameis Noemi (a feliz, agradável, suave); chamai-me Mara (amarga); porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar; por que pois me chamareis Noemi? O Senhor testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem feito mal" (Rute 1:20-21) Noemi revela nessas palavras a amargura e a tristeza que havia em seu interior. Vimos nos textos seguintes como Deus foi curando a alma de Noemi gradativamente! Podemos olhar para os montes e enxergar apenas o que eles são - meros montes. Mas podemos olhar além, pela fé, enxergando que acima dos montes mais altos está Deus! A nossa fé não deve estar nos montes, mas naquele que está acima dos montes. Muitos cristãos gostam de orar em montes. O monte não tem um poder especial. O importante é que oremos sempre, sem cessar! Os israelitas valorizavam os montes. Tanto que a cidade e o templo de Jerusalém foram edificados sobre um monte. Mas eles não criam que a salvação viria dos montes, mas do "Senhor dos montes"! Os montes representavam a presença e o poder de Deus! O socorro certo, oportuno, vem do Senhor. Ele está atento a todas as nossas necessidades. Ele ouve, quando clamamos por socorro ou mesmo quando nem conseguimos expressar o que sentimos claramente, porque a nossa alma chora de dor. A espera por algo, por uma resposta, é um processo doloroso nesses tempos de celeridade. Não gostamos de esperar. Se achamos que Deus está demorando com a resposta, ficamos desanimados e pensamos que Deus não está se importando conosco! A tendência humana diante dos processos da vida é reclamar, esbravejar. No entanto, para crescermos na fé precisamos passar pelos processos com paciência e resiliência, crendo que o Senhor, o nosso Socorro bem presente, está agindo!