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Sueli Barão

Bálsamo para a alma

09 fevereiro 2025 - 08h00 Por Gabriely Machado
Bálsamo para a alma

Muitas são as dores da vida. Algumas poderíamos evitar; outras, não. Mas a vida não é só dor atrás de dor. Há momentos maravilhosos de muita alegria também. Acontece que, quando estamos passando por momentos difíceis, esquecemos dos momentos felizes que fizeram parte de nossa jornada. Reconhecer a dor e encontrar caminhos de superação fazem parte do processo de cura. É importante lembrar que cada pessoa vive a dor de forma diferente. Sendo assim, o modo como cada pessoa reage à dor não deve ser objeto de comparação. Todos nós, em uma ou outra ocasião, fomos maltratados ou feridos por alguém. Quando isso acontece, ficamos tristes e decepcionados, lembrando do tratamento injusto, da traição, da rejeição. É como se um balde de água gelada caísse sobre a nossa cabeça. Lidar com isso é muito difícil! Quando somos vítimas do mal deliberado ainda é pior! Alguém premeditou nos magoar. Não foi sem querer! Isso aconteceu com José do Egito. Rejeitado, vendido como escravo pelos irmãos, José, muitos anos depois, encontra-se numa situação privilegiada. Poderia vingar-se, mas decide perdoar àqueles que lhe causaram tanto sofrimento. - “Vocês, na verdade, intentaram o mal contra mim; porém, Deus o tornou em bem, para fazer aquilo que vocês estão vendo agora – conservar a vida de muita gente, inclusive a de vocês”. (Gênesis 50:18-20) A motivação dos irmãos de José foi mesquinha – e ele deixou isso claro; todavia, pôde reconhecer a ação de Deus naquilo que sofreu. Tudo acabou concorrendo para o bem deles, cumprindo um propósito divino. “Vamos falar sobre essas coisas”, foi a fala de José aos irmãos. José conseguiu ver a ação divina em sua história e geografia. Se tivéssemos passado pelo que ele passou, teríamos essa fala? 
É comum ficarmos “remoendo” o mal sofrido. E isso nos faz sofrer ainda mais, gerando amargura. O ressentimento faz muito mal. É um veneno para a nossa alma. O que a Bíblia fala sobre isso? “Tomem cuidado para que nenhuma raiz de amargura, brotando, perturbe vocês e, por ela, muitos se contaminem”. (Hebreus 12:15) Deus conhece muito bem o homem. Ele sabe que vez ou outra nos sentimos tristes e magoados com certas atitudes. Contudo, não devemos permitir que a amargura se instale em nós. Não nascemos para viver amargurados! No Salmo 35, o rei Davi mostra a sua tristeza e fragilidade pelo sofrimento que estava passando. - “Que sejam derrotados e humilhados aqueles que me querem matar! Que fujam envergonhados os que fazem planos contra mim. (...) Pois, sem motivo nenhum, armaram uma armadilha para mim; cavaram uma cova funda para me pegar”. (Salmo 35:4,7) Não é difícil imaginar os percalços que Davi precisou superar como rei e guerreiro. Ele precisou lutar contra muitos inimigos. Mas Davi teve uma luta ainda maior – as constantes decepções com o seu próprio filho, Absalão, que se tornara inimigo dele, querendo tirar-lhe o trono. O egoísmo e a rebeldia de Absalão chegaram ao ponto de forçar uma guerra civil que sacrificou vinte mil homens. (II Samuel 18)
Infelizmente, existem pessoas que se alegram com o mal alheio, que riem quando outros choram. Que pisoteiam com fúria aqueles que vão ficando pelo caminho. A arma empregada não é um punhal, mas a palavra, a atitude. Poderia ser uma interjeição, um sorriso falso, um movimento de cabeça, um gesto cruel. Inúmeras situações podem-nos magoar! O que fazer? Não podemos mudar as pessoas. Mas podemos evitar que o ressentimento tenha espaço em nosso coração. O rei Davi sabia a quem recorrer. No Salmo 37:7-8, o salmista Davi, outrora tão machucado, mostra-se mais fortalecido e aconselha: - “Descanse no Senhor, espere pacientemente pela sua ação. Não fique preocupado com os homens maus que conseguem sucesso em seus planos perversos. Deixe de lado a raiva, abandone essa ira! Não perca a cabeça; isso só traz prejuízo!” 
O perdão é o caminho para a cura da alma ferida. Decida liberar perdão, mesmo sem sentir esse desejo. Permita que Jesus passe o bálsamo em seu coração machucado!