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Sueli Barão

Orar para permanecer no propósito

14 setembro 2025 - 08h00 Por Gabriely Machado
Orar para permanecer no propósito

Salomão, filho de Davi, começou bem o seu reinado. Ele pediu ao Senhor conhecimento e sabedoria para governar bem o povo. (II Crônicas 1:7-12) Seria muito bom se todos os governantes fizessem isso, uma vez que a Bíblia afirma que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria. Todavia, começar bem não significa terminar bem. Pode acontecer de sairmos do propósito no meio do caminho, colocando tudo a perder. A princípio, como Salomão pediu certo, as demais coisas lhe foram acrescentadas - riquezas, bens e honras. O reinado de Salomão foi realmente próspero! Com base nos princípios em que fora ensinado, Salomão não pediu egoisticamente para si, como faz a maioria das pessoas. Ele queria beneficiar o seu povo. Imbuído desse afã, Salomão pôs firmemente os alicerces espirituais da construção do templo, encaminhando o grande e audacioso projeto, que nascera no coração de seu pai. Deveria ser o lugar onde Deus seria adorado! O objetivo era nobre e santo! O lugar escolhido foi o Monte Moriá. Salomão foi cuidadoso com a construção, prestando atenção aos detalhes. Tudo deveria ser feito de forma organizada, com excelência, conforme as instruções dadas pelo Senhor! Ele queria agradar ao Senhor! Começou bem! Mas, com o passar do tempo, foi permitindo que a idolatria se instalasse em seu reinado e, consequentemente, entre o povo, através de seus inúmeros casamentos com mulheres estrangeiras. É fato que as mesmas pessoas que fazem coisas extraordinárias podem ter seus deslizes e cair, se não estiverem vigiando sempre! 
O Diabo não brinca em serviço. Em Efésios 6:10-13, o apóstolo Paulo fala sobre uma guerra ocorrendo no mundo espiritual. "Para terminar: tornem-se cada vez mais fortes, vivendo unidos com o Senhor e recebendo a força do seu grande poder. Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo. Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar". Em II Crônicas 6, ainda não desviado de seu propósito, Salomão orou novamente. Ele se ajoelhou na presença de todo o povo, levantou as mãos para o céu, e começou a exaltar a Deus, como o Senhor, o Todo-Poderoso, o Deus de Aliança. Em seguida, Salomão reafirmou a confiança em Deus, que não havia mudado e, portanto, continuava abençoando o seu povo. Dando continuidade à oração, Salomão mostrou a própria limitação dele, do povo, dos homens em geral, diante da grandeza de Deus. Finalmente, Ele pediu que as misericórdias do Senhor os acompanhassem em todas as situações; principalmente, quando transgredissem as leis do Senhor. Nesse ponto, ele já iniciava uma oração de confissão. De forma geral, a confissão dos pecados nem sempre faz parte das orações. Mas deveria! Na nossa intimidade com o Senhor deveríamos confessar os nossos pecados, pedir-Lhe perdão e a Sua ajuda para nos corrigirmos. Sem confissão não podemos ser perdoados e transformados. O texto de I João 1:8-9 é claro sobre isso: "Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele cumprirá a Sua promessa e fará o que é correto; Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade". Efetivamente, só Jesus não pecou. Todos os demais pecaram. Os seres humanos pecam. Precisamos reconhecer e confessar o nosso pecado. Devemos ficar tristes, quando não ficarmos tristes com o nosso pecado. Muito mais, quando pecar não nos incomoda mais. Reconhecendo e confessando a Deus sinceramente, podemos desfrutar do refrigério e do perdão. Salomão fez uma oração de confissão. Entretanto, pelo que lemos nos registros bíblicos, ele não abandonou o pecado. E isso trouxe a divisão do reino como consequência. Que permaneçamos firmes no propósito de viver de forma agradável a Deus!