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Jornal Diário de Suzano - 28/11/2020
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Suzano e o Alto Tietê ganham uma Paróquia Maronita com Rito Oriental

12 FEV 2016 - 07h00

carmineA cerimônia da criação da nova Paróquia Maronita, dedicada a São Charbel, será realizada no Domingo, dia 14 de fevereiro, às 12h:00 na Matriz de São Sebastião, localizada na Praça João Pessoa. Estarão presentes, Dom Pedro Luiz Stringhini , Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes e Dom Edgard Madi, Bispo da Diocese de rito oriental, instalada em São Paulo desde o ano de 1971 e constituída pelo Bispo e pelos padres maronitas, seguidores e discípulos de São Marun, um santo sacerdote de origem antioquena, do sec IV, que viveu como eremita nas montanhas da Síria. Fundou vários mosteiros e os seus discípulos se espalharam por toda a Síria e alguns deles chegaram à Montanha Libanesa, onde converteram ao Cristianismo os habitantes que eram ainda pagãos. Com a emigração dos libaneses ao Brasil, a Igreja Maronita do Líbano, enviou alguns missionários maronitas, para assistir e acompanhar os imigrantes libaneses e seus descendentes. Realizava-se assim, em São Paulo, o encontro dos padres maronitas que celebravam a Santa Missa e os outros Sacramentos, seguindo o ritual oriental maronita, com os padres paulistanos que seguiam o ritual romano. O Vaticano se preocupou de enviar ao Brasil em 1962 o Bispo maronita Dom Francis Zayek, que com o seu sucessor, Dom João Chedid, foram bispos auxiliares do Cardeal de Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, responsável pelos católicos orientais no Brasil. Em 1971, a Igreja Maronita de São Paulo tornou-se Diocese autônoma ou Eparquía. Nestas condições, o bispo ou eparca passou a ser Bispo titular e o Ordinário da Diocese Maronita.

O 3º Bispo foi Dom Josepf Mahfuz, que chegou ao Brasil em 1990. Eu já estava no Brasil há 4 anos e me encontrei e celebrei com ele várias vezes na Matriz de São Sebastião. O 4º bispo Maronita do Brasil é dom Edgard Madi, que assumiu oficialmente a Eparquia em 2006. Através da Canção Nova tornou mais conhecida a Igreja Maronita e sobretudo, surpreendeu a colônia libanesa pela sua simplicidade e jovialidade. De seu coração maronita saem melodias em língua árabe e aramaica, orações, invocações e súplicas bem claras e típicas do mundo árabe e da liturgia oriental. Havia um desejo escondido no coração de Dom Edgard, criar na Região do Alto Tietê uma Paróquia Maronita, à semelhança das paróquias já criadas em São Paulo, Bauru, Belo Horizonte, Porto Alegre, São José de Rio Preto, Rio de Janeiro, Campinas, Guarulhos e Piracicaba.

Expressou o seu desejo a Dom Pedro Luiz, Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, que não hesitou em autorizar a criação de uma paróquia maronita, para fazer brilhar, ainda mais, a luz da Igreja na vida do povo. Os dois Bispos concordaram de instalar em Suzano a comunidade maronita, criando oficialmente a Paróquia São Charbel e nomeando pároco da mesma, Pe. Carmine Mosca. Uma nova luz entra na Matriz de Suzano e em toda a Diocese e Região do Alto Tietê, e oferece ao fieis dos 10 municípios, a possibilidade de conhecer e celebrar a Santa Missa e os outros sacramentos conforme a mística, a espiritualidade, a liturgia e os ritos orientais maronitas. A Igreja Maronita, é a grande heroína, a pérola do cristianismo católico, que permanece, após séculos de história, fiel a Roma, sem nenhuma divisão interna, como aconteceu com a Igreja Católica de Roma, e também, com as Igrejas protestantes, ortodoxas e evangélicas. Na espera de que Dom Pedro Luiz, conceda à Eparquia Maronita, a jurisdição sobre um determinado território, com a responsabilidade da cura pastoral, litúrgica e sacramental, a recém-criada Paróquia São Charbel ficará na Matriz de São Sebastião. Os horários e dias da celebração no rito maronita serão comunicados posteriormente.

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