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Dia da Cultura

05 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Dia da Cultura

suami-cor_Hoje, 5 de Novembro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional da Cultura. A data foi estabelecida em Lei Federal de 1970. A data foi estabelecida em homenagem ao jurista e intelectual brasileiro Rui Barbosa, nascido em Salvador, Bahia, em 1849. Como jurista ele teve um destaque significativo em 1907, quando representou o Brasil, na Segunda Conferência Internacional da Paz, em Haia, Holanda. Logo após foi eleito como Juiz da Corte Internacional da Paz. Como intelectual importante nacionalmente, foi eleito Presidente da Academia Brasileira de Letras, com o falecimento de Machado de Assis. Destaque-se ainda que todo o seu acervo de livros e pesquisas foi doado por sua Família, igualmente com a sua residência e carros, para o Governo Federal. Nos dias atuais todo esse material está sob controle do Ministério da Cultura, com domínio da Fundação Casa de Rui Barbosa. É uma const rução muito especial, de ótima qualidade para os tempos do início do século XX. Fiz boas pesquisas por lá, há uns quarenta anos, sobre Literatura Popular, pois conta com a maior coleção de obras de Cordel do País. Ainda seguia o exemplo do meu antigo Orientador, de Mestrado e Doutorado, o Prof. Raymond Cantel, Decano da Sorbonne, que era o maior especialista mundial e detinha a maior coleção de Cordel fora do Brasil. E voltando ao ponto central desta crônica, a Cultura, lembro de uma palestrante, que assisti faz alguns dias, ela dizia já termos chegado a dispor de mais de 250 conceitos diferentes da expressão “Cultura”. Assim, sem nos alongarmos mais, posto que não caberia neste espaço tanta celeuma, seria mais simples considerar que essa palavra, em termos genéricos, representaria a expressão de uma comunidade, de um grupo social. Assim, evitamos os entendimentos de “cultura popular” e de “cultura de elite”, conceitos que a Educação tem dificuldades em aceitar. Isso porque tudo se pode ensinar, tudo se pode aprender. Assim, quem aprendeu mais não passa a ser maior ou melhor que ninguém, mas domina algo que ninguém poderá retirar dele, o controle do seu próprio conhecimento. Sem discutir, mas fazendo referência, sabemos que há debates entre as ditas “cultura materialista” e “cultura idealista”. Como há questionamentos quanto a chamada “cultura de massa”, que trabalha com a enorme distribuição dos meios de comunicação de massa. Mais ainda sobre aquilo que o pensador alemão Theodor Adorno definiu como “Indústria Cultural”, que está moldada dentro da finalidade mercantilista, de alguns ganharem dinheiro, enquanto outros só “assistem”, só consomem. Que todos os dias sejam Dia da Cultura, que se alargue mais e mais para a nossa gente.