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Colunista

Tomar decisão de cabeça quente geralmente traz arrependimento irreversível

16 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Tomar decisão de cabeça quente geralmente  traz arrependimento irreversível

Jorge LordelloNum inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou. Mas quando chegou a primavera, viu que no tronco da árvore que tinha cortado nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado. Então, ele disse: "Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco". Depois, voltou-se para mim e aconselhou-me: "Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!". A presente estorinha nos traz profundas reflexões. O escritor Daniel Sant'Ana Leite comentou: "Dizem que quando estamos de cabeça quente dizemos a verdade. Eu discordo! Acredito que por instinto, se alguém te machuca, você faz o mesmo. Não por se tratar de verdade ou mentira, mas por saber que vai machucar". Um pensamento muito citado, diz o seguinte: "É melhor pecar por ação que por omissão". Essa linha de raciocínio não é plenamente correta, pois depende muito de cada situação. Cortar abruptamente um relacionamento ou profícua amizade, na maioria das vezes, não tem volta e num futuro próximo traz arrependimento. Por outro lado, nem sempre tomamos a decisão correta ao tirar alguém de nossa vida, principalmente quando somos fustigados por terceiro que exerce poder de convencimento mas não está dentro da relação para saber o que realmente está acontecendo.