Durante o ano, o pai havia tido muitos problemas com o filho, que era extremamente briguento. Como punição, além de não lhe deu presentes na época de Natal, comprou um grande espelho e instalou na sala de casa. O filho, ao chegar do colégio, ficou encantado com o espelho tão grande. Mas o menino não compreendia direito o que era aquilo e passou a imaginar que havia um outro menino à sua frente. Ficou muito alegre, achando que o garotinho viera brincar com ele. Falou muito amigavelmente com o desconhecido, mas não teve resposta. Riu e acenou para o menino no vidro, que fazia a mesma coisa, exatamente da mesma maneira. Então, ele pensou: "Vou chegar mais perto, pode ser que ele não esteja me escutando". Mas quando começou a andar, o outro logo o imitou. O garoto pensou: "Esse menino está zombando de mim; faz tudo o que eu faço!" E quanto mais pensava, mais zangado ficava. Logo reparou que o menino estava zangado também. Em dado momento, perdeu a paciência e deu um tapa no menino, mas só conseguiu machucar a própria mão e foi chorando até seu pai, que lhe disse: "O menino que você vê, é sua própria imagem. Isso deve lhe ensinar uma importante lição, meu filho. Tente não perder a cabeça com as outras pessoas. Você bateu no menino no vidro e só conseguiu machucar a si mesmo. Aprenda que na vida real acontece a mesma coisa quando você agride alguém sem motivo; o mais magoado é sempre você mesmo". Amigo leitor, da sua boca podem sair balas de revólver ou flores. Tudo que você fala pode te aproximar ou afastar das pessoas. Muitas vezes, um tapa machuca menos que uma ofensa dita num momento de raiva ou desequilíbrio emocional. Portanto, reflita antes de falar para não se arrepender depois. O ofendido sofre e o ofensor também.