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Colunista

As férias

30 dezembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
As férias

carmineA cidade inteira vem se mobilizando para festejar a passagem do Ano e curtir as férias no litoral ou em outras localidades. Muitas pessoas que passaram o Natal na cidade com seus familiares, estão saindo da cidade para encontrar, no descanso e na diversão, a ocasião de restaurar e recuperar as energias e voltar a trabalhar após as férias, com mais vigor e disposição e ter o coração mais aberto para conviver melhor com as pessoas.= As férias não são apenas um intervalo de direito sindical, mas são uma necessidade que deve ser satisfeita para dar sentido à dignidade do ser humano que é um trabalhador e não um escravo. As férias devem servir para um contato mais saudável com a natureza, revigorando o corpo e o espírito, melhorando o desenvolvimento da personalidade, da espiritualidade e da cultura. Assim sendo, as férias dos cidadãos não valem apenas e somente como tempo livre a ser transcorrido na montanha, no sitio, na praia, mas também e sobretudo devem servir para manter um pouco mais unida a família, para fazer novas amizades e ter uma vida menos estressante. O fenômeno de sair da cidade, atualmente está tomando proporções extraordinárias. Ao afastar-se da cidade, os cidadãos se concentram em praias, bosques, aldeias, acampamentos. Porém, será que vale a pena para os cidadãos saírem de suas casas para concentrar-se em lugares com muito transito, com piscinas e praias lotadas, que pouco beneficiam e não proporcionam o necessário revigoramento? O simples prazer de fazer um passeio é revigorante e bom para a saúde. Andar de bicicleta, caminhar, praticar o esporte favorito ou até mesmo experimentar um novo, é uma boa maneira de ficar saudável. . Com certeza viajar e conhecer cidades históricas e antigas faz um grande bem, mas se o cidadão não tiver um suficiente aproveitamento físico, cultural, social e espiritual, a viagem vivida apenas como um passatempo, como uma diversão ou como um andar, olhando apenas as vetrinas das lojas, custará cara e pouco bem aproveitada . Além do trabalho que tem regras, que necessariamente o disciplinam, também as férias precisam de regras, de atividades a serem programadas ou já programadas, para não cair na monotonia e na acomodação. Não basta sair para ir num lugar diferente. Precisa que o final de semana, o domingo ou as férias sirvam para fortalecer a unidade da família, para melhorar a própria cultura e viver experiências novas. As férias, que também são descanso físico e psicológico, devem se tornar em nível familiar e social, ocasião para cultivar melhor as relações com os familiares e a relação com Deus e a natureza. Devem propiciar a leitura de um bom livro, a visita a museus e a participação em espetáculos e concertos. Mas sobretudo, em nível social, as feiras devem recompor na família e na sociedade aquelas relações interpessoais que são mais difíceis a serem praticadas na vida cotidiana e no mundo do trabalho. Do ponto de vista religioso as "férias" permitem ao homem de recuperar a sua interioridade quando consegue dar uma equilibrada à sua vida fortalecendo-a de novo vigor físico e espiritual, atingindo na união com Deus a verdadeira paz.