Um dia, um homem já de certa idade fez aceno para um coletivo parar. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo. Tranquilamente, ele retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela. Um rapaz no ônibus, vendo o ocorrido e não podendo ajudar, perguntou: "Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?"
O homem prontamente respondeu: "De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los.
Provavelmente, apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua.
E de nada lhe adiantará apenas um pé".
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possuí-lo ou para que outra pessoa não o tenha. Perdemos coisas o tempo todo.
A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas só acontece para proporcionar que mudanças, na maioria das vezes positivas, ocorram em nossas vidas.
Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor.
Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossas vidas ou se estariam melhores com outros.
O apego deveria ocorrer com pessoas e não com coisas.
Qualquer bem, móvel ou imóvel, com o passar das semanas e meses vai perdendo o valor emocional.
Já reparou no sentimento de comprar um carro zerinho?
Ahh quanto prazer e xodó pelo novo automóvel. Depois de alguns riscos e amassadinhos, deixamos de lavar com frequência e dar a mesma importância. Mas com pessoas, pode e deve ser diferente...
Quando se estabelece verdadeira amizade ou relacionamento galgado em sentimento nobre de amor e carinho, o prazer de estar com a pessoa só aumenta, em todos os sentidos.
Portanto, apegue-se às pessoas, pois as coisas possuem tempo de duração volátil; se perdem no tempo da maneira muita rápida.