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Colunista

Antiga passarela, na Rua Prudente de Moraes, sofre de insônia e solidão

27 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Antiga passarela, na Rua Prudente de  Moraes, sofre de insônia e solidão

A antiga passarela, ainda engrossa com a sua velha estrutura, o novo prédio da Estação ferroviária de Suzano. Há um resto que não caiu, porque não foi derrubado e hoje constitui a sombra escura da nova Estação. Não é uma obra para ficar na história e na memória. Sufoca o espaço aéreo com a sua imponente estrutura e vive de insônia e solidão. Nem sei quantas empreiteiras desistiram de terminar a demolição. Ou por falta de recursos do Estado, ou é deixada de propósito para ela curtir o sossego e o descanso, após quase 40 anos de grande movimento e transtorno e às vezes de grande pesadelo para os transeuntes, devido aos assaltos na escuridão da noite. Os moradores do Parque Maria Helena, de Vila Maluf e dos bairros localizados nas proximidades do Sesc, precisavam passar pela passarela para ir ao Centro da cidade ou para voltar aos seus bairros. O percurso gerava nos transeuntes insegurança, ansiedade e perplexidade, sobretudo roubava o sono dos pais, quando os adolescentes transitavam por ela à noite, sem serem acompanhados. Os camelôs, com suas barracas que estrangulavam o caminho dos transeuntes, faziam festa ao ver tanta gente passar pela passarela. Vendiam seus produtos, quase sempre piratas e ganhavam o seu dinheirinho. Quanta resistência manifestaram, ao serem obrigados a parar de comercializar seus artigos. A antiga passarela, por terminar na frente da Rua Benjamin Constant, trazia muitas vantagens aos comerciantes que tinham suas lojas no início da Rua Benjamin Constant, pois todos os transeuntes que iam direto para o Centro precisavam entrar por aquela rua. Ainda que alguns comerciantes reclamem da queda das vendas, é indiscutível a melhoria que houve para os moradores que residem do outro lado da linha férrea. A nova passarela que foi instalada para os que se dirigem ou deixam a Estação é moderna, com elevadores e escadas rolantes. Neste ponto, a cidade avançou. A nova Estação arranca os elogios da boca do povo, com algumas reservas, como um grande espaço vazio no andar superior, que poderia ser usado para várias iniciativas. Quanto às escadas em alvenaria, se houver a necessidade de usá-las, por falta de energia elétrica ou problema nas escadas rolantes, vão deixar os usuários fadigados ao subi-las, por serem muito altas. O novo prédio da Estação e a nova frota de trens espanhóis, vão ao encontro das necessidades dos suzanenses, que há muito tempo esperavam uma melhor qualidade no transporte ferroviário. É uma obra toda voltada para o povo. Dá e dará, ao ser terminada, a sensação saborosa de um sonho realizado. Os suzanenses estão à espera de outras obras novas e querem ver a cidade crescer mais rapidamente. O novo Prefeito nos acena a um mandato cheio de novidades e afirma que a cidade será consertada. Para isso é necessário encobrir o passado e se debruçar, sobre os problemas com a férrea vontade de salvar a cidade. De lugar em lugar, há muitas coisas para se fazer, no transporte, na saúde, na educação, na moradia e na segurança. Nesse sentido, a nova Administração está se mobilizando para arrumar a cidade. O povo acompanhará feliz os avanços, aliviado e convicto de estar na cidade na qual sonhava viver.