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Colunista

Idosos ativos

31 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Idosos ativos

Aquelas pessoas felizes que tem no seio familiar entes queridos de mais idade se souberem conviver bem, sem os menosprezar ou os deixar abandonados falando sozinho e, acreditando que estão caducos, terão a possibilidade de aprender com muita facilidade coisas que a vida só ensina com o passar dos anos. É muito bom poder ouvir suas histórias, aquilo que aprenderam em sua infância, fatos que presenciaram e podem nos passar com riqueza de detalhes e que em algum momento poderão ser de grande valia em nossa vida. Ver a família reunida e perceber de relance o olhar feliz e observador daquele idoso que silencioso perscruta a fisionomia de todos ao seu redor, que sem balbuciar uma só palavra demonstra um amor infinito por todos aqueles que ali estão. Permitir que façam parte, que integrem a família e que convivam é a melhor maneira que temos de preservar sua capacidade física e mental, pois, assim não se isolam não se recolhem e se absorvem em suas distantes memórias silenciosas, eles nos transmitem suas experiências com serenidade, nos entendem porque já vivenciaram várias passagens de idade e sabem que na maioria das vezes os comportamentos se repetem. Ali reunidos em harmoniosa convivência aprendemos os segredos de algumas receitas culinárias que fazem a alegria de nosso paladar, afinal são doces lembranças da infância que revivemos e poderemos passar para nossos filhos a felicidade de saborear iguarias que dão um prazer imensurável. Nessa convivência relembramos com eles os momentos travessos, outros mais estressantes e por vezes descobrimos coisas que aconteceram e que por conta de nossa imaturidade sequer percebemos. Mantendo-os presentes em nossas reuniões festivas ou não eles buscam ser úteis e participativos, esquecem suas dores e problemas físicos pertinentes à idade, superam dificuldades e ficam mais alegres. Assim também os tornamos ativos e informados, até porque se interessam muito por todas as novidades que o progresso trouxe, evitando inclusive que se tornem vítimas fáceis de golpes que são aplicados com tanta frequência. Enclausurados em seus quartos se deixam levar pela tristeza da saudade que sentem de pessoas que foram importantes em sua vida e que já partiram, seus olhos perdem o brilho, a luminosidade e, as doenças passam a fazer parte de suas vidas, e acabam se entregando com mais facilidade à depressão e a debilidade natural que o tempo impõe e sentem que se tornaram inúteis, desejando que a morte os leve para aliviar a família e abreviar o sofrimento que o tempo traz. Felizes os netos que podem curtir o prazer de serem acarinhados por seus avós, os filhos que podem se aconselhar com seus pais e até mesmo buscarem seus colos nos momentos mais difíceis. Idosos ativos no seio familiar são como pedras preciosas que devemos preservar com muito carinho.