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Colunista

Insegurança e violência

07 fevereiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Insegurança e violência

As notícias que temos, não só pelos meios de comunicação, mas pelo diálogo com as pessoas, nos últimos tempos não tem sido nada agradáveis. Os roubos vêm aumentando e, infelizmente, apesar de todas as informações no sentido de que as pessoas prestem queixa e façam Boletim de Ocorrência, por falta de credibilidade na polícia e na justiça, muitos não fazem e isso fica sem registro nos órgãos competentes. Têm sido frequentes os roubos à mão armada nas madrugadas atingindo trabalhadores que estão se deslocando de suas residências para os locais de trabalhos, nas madrugadas escuras que o horário de verão nos impõe. Os ladrões oportunistas não tem mais horário para "trabalhar", na calada da noite ou à luz do dia, atacam sem temor de serem vistos ou reconhecidos. De motocicleta, de carro, a pé eles cruzam nossos caminhos e nos ameaçam com armas em punho e tiram de trabalhadores, que já estão afligidos por essa situação financeira que a todos atinge e, levam seus poucos pertences como alianças, celulares, relógios, além de seus documentos, deixando-os sempre sem condições nem mesmo de completar o percurso até o trabalho, pois, levam até seu cartão de transporte. Ainda podemos agradecer a boa sorte de não levarem por puro prazer a vida dessas pessoas que tem a falta de sorte de encontrar esses larápios em seus caminhos. Por método e hábito só dirijo com os vidros fechados e portas travadas, é um cuidado antigo que tenho, até por conta da preocupação de minha mãe, que enquanto viveu me fazia verificar se os vidros do veículo estavam fechados e as portas travadas e dia desses agradeci a esse hábito que mantenho, mesmo não tendo mais minha mãe para cobrar... Parada no semáforo em Poá, juntamente com outros veículos me assustei com a presença de um sujeito que apareceu repentinamente e forçou a maçaneta do lado do passageiro, vendo que estava travada deu a volta em meu veículo com uma rapidez que me surpreendeu e fez o mesmo na porta ao meu lado. Todos os motoristas que estavam atrás do meu carro, inclusive o que se encontrava à minha frente perceberam e situação e permitiram que na abertura do semáforo eu pudesse sair na frente pela lateral do primeiro veículo e abri caminho para que todos pudessem sair daquele local rapidamente. Por sorte encontrei uma viatura logo no semáforo seguinte e avisei os policiais do ocorrido e eles se dirigiram para o local e, acredito que assim evitaram que outras pessoas passassem pelo susto que passei. Tenho ouvido com frequência relatos de roubos na madrugada e, mesmo ao anoitecer quando já cansados e distraídos às pessoas sofrem esses assaltos relâmpagos e os bandidos não querem nem mesmo entrar nas residências, querem somente os trocados e os poucos bens que são transportados e que se transformam rapidamente em dinheiro para aquisição de drogas. Lendo que os efetivos das cidades deverão ser aumentados, fica a esperança que todos tenham a oportunidade de ter por perto uma viatura e um policial prestativo que nos socorra em momentos como esses e que de alguma forma diminua esse índice negativo em nossa região.