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Colunista

Vamos ao Cinema!

11 fevereiro 2017 - 07h00 Por gabriele
Vamos ao Cinema!

Sempre gostei de filmes. De ver filmes. Em cinema, em DVD, Blue-Ray, na TV e por aí vai. Gosto da criação. Também já fiz os meus filminhos. Nada de tão especial, mas era gostoso. Há muitos e muitos anos, tinha uma câmera Chinon, com zoom. Aliás, em Suzano, na época, só eu e o Ticão (Francisco Quadra Andrez, para clarear a garotada jovem que não o conhece). Ou será que o Wanderley também tinha? Faz tempo. Eram filmagens de outro tipo. Deixa pra lá. E me encantam alguns filmes. Tenho lá uma coleçãozinha. Acho que já não tenho mais espaço para conservar tudo isso. É verdade, vou ter de passar para o meu amigo, grande fotógrafo, grande cineasta, sempre interessado em conservação de material cultural, o doce Carlos Magno. Ele tem um belo acervo. Aliás (por que não fazer uma provocação, já que tratamos desse assunto?),vale a pena “sugerir”: Ticão, pensa em passar para o Carlos Magno o seu acervo! Mas voltando ao tema inicial, ver cinema, nessas duas semanas vi dois filmes que valem muito a pena. Vi primeiro “Estrelas Além do Tempo” e depois o “La La Land: Cantando Estações”. Ambos concorrem em vários níveis e áreas ao Oscar. E são, ambos, muito bem feitos, bem dirigidos e bem representados. Numa época de Trump provocando restrições, o filme “Estrelas Além do Tempo” é uma resposta. Retrata, ou retoma, fatos muito antigos, que nem jovens amigos americanos vivenciaram, como o tempo das limitações racistas, contra os negros, e igualmente as restrições, bem fortes, contra as mulheres. Três mulheres brilharam por suas inegáveis competências técnicas na década de 1960. Destaque-se, eram mulheres negras, no sul dos Estados Unidos. Três exemplos tirados da realidade. Mas para quem nunca vivenciou aquilo tudo de humilhação das formas de segregação rever isso hoje, parece chocante. Mas vale a pena repensar o que está ocorrendo na América do Norte. No final dos anos de 1960, também com a guerra do Vietnam forte e firme, tivemos as reações universitárias tanto lá, como pelo mundo. Vivenciei isso por aqui e sei que, talvez, o mesmo volte a ocorrer por lá (e será que por aqui também?). O outro filme que me encantou, “La La Land...”, traz uma retomada dos musicais antigos e cheios de charme, dos anos de 1930 para cá. O filme revê, a seu jeito, cenas de outros musicais, de várias décadas. E, seu lado mágico, o protagonista ama Jazz. E quer reviver, reavivar o Jazz nos tempos de hoje, sabendo do enorme preconceito que há por essa música tão criativa. Lembrei rápido do pianista Keith Jarrett, no seu CD “Standards Live”, especialmente na sua genial leitura de “Stella by Starlight”. Vejam no YouTube. O fim é diferente, não me pergunte, veja o filme. Vai gostar. Tecnicamente brilhante feito. É um convite. Vamos ao cinema!