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Colunista

Você valoriza mais o acerto ou o erro?

12 abril 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Você valoriza mais  o acerto ou o erro?

Um dia um professor de matemática escreveu assim no quadro: 9x1=07 9x2=18 9x3= 27 9x4=36 9x5= 45 9x6=54 9x7=63 9x8=72 9x9=81 9x10=90. Na sala não faltaram piadas; ele tinha errado o 9x1=7, sendo que a resposta certa seria 9. Todos os alunos riram dele, que esperou todos se calarem e então disse: "Errei de propósito pra mostrar a vocês como o mundo se comporta diante de algum erro seu. Nenhum de vocês me elogiou por ter acertado nove vezes. Ninguém me deu os parabéns por isso. A maioria preferiu zombar de mim por causa de uma única falha. Caro leitor, é a mesma história do copo meio cheio ou meio vazio. Errar nunca é bom, mas faz parte do nosso cotidiano. Precisamos aprender a valorizar as pessoas pelos acertos. Muitos pais criticam filhos por tirarem uma nota ruim na escola, mas deixam de elogiar pelas matérias que foram bem. E como se sente o funcionário que só é lembrado pelo patrão na falha? É preciso criar o hábito de elogiar mais para que as pessoas sintam que estão sendo valorizadas pelos acertos. A crítica faz parte do jogo e deve ser proferida, mas sempre com tom educador, jamais através do deboche ou agressividade. A crítica construtiva sempre é bem vinda para as pessoas inteligentes e que querem melhorar. No entanto, a crítica destrutiva aniquila o ambiente de trabalho ou familiar e tem o poder de fazer com que a pessoa erre ainda mais. Com isso, todos saem perdendo. Portanto, mais amor e carinho e menos crueldade e ódio em nosso cotidiano. Lembre-se da Lei do Retorno: toda energia emanada pode repicar em dobro nas suas costas.