Essa temática me ressurgiu pelo convite de uma amiga para uma fala ao pessoal da sua Empresa no fim do ano passado. Pretendia tratar da Cortesia no Meio Profissional. Esse foi o ponto inicialmente visado. Mas, quem já fez palestras sabe, que o tema pode ser distorcido, ou pegar outro rumo, no correr da fala. A Empresária estava preocupada com o tanto que se falava em corrupção no meio empresarial, especialmente quando se aproxima do serviço público. E desejava destacar a questão da ética, como postura profissional. Imagine agora! Pois, topei e fui. O grupo não era muito grande, não chegava a quarenta pessoas, mas era diverso. Havia cargos de diretoria a pessoal técnico e administrativo. Alguns, depois de saberem do tema, pediram para trazer o marido ou a mulher. Não vi problema nisso, mas propus que o grupo apreciasse a ideia. A maioria, de nível universitário, achou melhor não misturar. Já publiquei um livro sobre o tema da Ética Profissional, ainda que destacando esse ponto no Magistério (2008). Inicialmente pensei em dar um sobrevoo na questão da formação profissional, onde continuo a defender a posição tripartite. Ou seja, deve passar por três fases, claras, 1. formação técnica; 2. formação psicológica; 3. formação ética. Depois, sabendo sobre a ampliação do grupo da audiência, de várias áreas, acabei refletindo se não seria interessante partir de um lado racional para chegar ao sensível lá para o final, onde se pretendia avançar mais as possibilidades e alternativas de alcance da fala para o pessoal. Porém, já no cafezinho que antecedeu a palestra, trocando ideias com os presentes, e após, já diante da plateia, depois de cumprimentar, propus desenvolver as temáticas, mas fui sentindo que havia algo que não correspondia a minha interpretação antecipada. Precisava saber o que os incomodava. Então fiz o inverso e lhes ofereci a palavra. Aos poucos foram soltando. Havia alguém que havia assumido posturas antiéticas que estavam bloqueando as atuações de muitos agentes da Empresa. Em pouco mais de uma hora já havia bastante liberdade. A pessoa referida não veio àquele encontro. Não me cabia questionar. Mas ficou claro que os presentes antes da postura que criticavam queriam sentir-se como Equipe. E, isso é sempre positivo. No entanto, sentiam-se c omo um Grupo, um tanto desarticulado. Pude perceber que eles reconheciam poucas Lideranças no trabalho. A maioria era só Chefia. Enquanto uns só chefiavam outros até se omitiam. Ao palestrante não cabia assumir papel ante o fato deles, mas exibir o que foi sendo reconhecido, um Grupo desejando ser Equipe, isto é, mirando o mesmo objetivo, e visando postura Ética de todos. As pessoas precisam conversar mais no trabalho. Cabe refletir: isso ocorre em seu trabalho?