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Colunista

Dia da Mães

12 maio 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Dia da Mães

É com alegria sempre renovada, que comemoramos o Dia das Mães no segundo domingo de maio. Destaca-se a celebração deste dia pelo clima muito especial que envolve as homenagens dirigidas às mães. As escolas, igrejas, lojas, ruas e praças animam-se com presentes, cartões, faixas, flores e rosas, mostrando de forma gentil o carinho pelas mães. Contento-me aqui em focalizar alguns aspectos da vida e da personalidade das mães, deixando à ternura dos leitores completar o quadro das virtudes de sua mãe. A força e a grandeza das mães enriquecem a nossa vida, a nossa experiência e a nossa história. Há mães simples, humildes, afetuosas, maravilhosas, inteligentes, estudadas, executivas, domésticas, porém, o que confere a elas um esplendor especial é a luz do espírito que torna todas elas capazes de modelar uma nova vida e o futuro dela. As mães enfrentam a maternidade com a força da fé, indispensável para acreditar na vida e vencer os medos, em consequência do mistério que envolve a gravidez. Sem fé nenhuma mulher atinge a plenitude do amor, de que a criança, os filhos e o esposo precisam. Cada mulher pode encontrar em sua fé uma luz plena para viver o mistério do amor, da doação e da entrega total à família. O ser mãe, dom de Deus, dom belo entre os mais belos, nasce de uma relação de amor inspirada na atração que o homem exerce sobre a mulher e a mulher sobre o homem. Atração que inicia no namoro e continua no noivado. A união se completa na vida dos dois, quando o espírito de amor os leva a formar a comunidade conjugal, chamada família. Sentimos hoje, porém, como a família, mãe, pai e filhos, são expostos a uma maré e ventania tempestuosas que ameaçam a estabilidade deles dentro do lar e as relações de amor e de fidelidade. O amor que atraía e encantava, de repente repele e desencanta. Tudo, porém, vai dar certo, quando o dom da solidariedade, do perdão e da confiança fizerem com que a felicidade volte a reinar na família. Nesse sentido a família será sempre o carro chefe da sociedade e a instituição que contempla com maior semelhança, o amor de Deus para as suas criaturas. O abraço, que todas as mães irão ganhar, será um gesto de dívida impagável em relação à nossa gratidão para com elas. Acima e além de suas lutas pela sobrevivência dos filhos e de toda a família, elas representam por serem mães e mulheres, a melhor dádiva que Deus deu à humanidade, juntamente à maternidade, revestida de uma linguagem silenciosa, mas cheia de vida. A graça da maternidade que Deus concedeu às mulheres esconde uma cumplicidade entre o poder gerador de Deus e o das mães. Elas não são perfeitas. Carregam múltiplas carências, injustiças e humilhações, mas permanecem sempre como símbolo do grande mistério da maternidade inefável e incrível.