A juventude física do homem e da mulher não é eterna. O tempo passa e o hoje já é passado. Um futuro eterno sobre esta terra não existe. A vida, porém, é dom de Deus. E se é um dom que vem de Deus, a vida não envelhece e não desaparece definitivamente. Tudo o que vem de Deus é eterno.
Por isso a vida e a juventude vividas com Deus são eternas.
Sem a menor dúvida, celebrar 50 anos de matrimônio é uma grande dádiva de Deus e como tal, o amor não envelhece. Aliás, 50 anos vividos no amor, podem-se resumir a um dia eternamente precioso, fecundo e feliz e igualar-se a uma eternidade feliz.
Se o matrimônio flui, os sentimentos dos cônjuges vão se revelando de maneira harmoniosa, partilhada, poética e de grande utilidade para enfrentar os embates da vida.
50 anos juntos, permitem construir uma família mais rica de vitórias alcançadas merecidamente pelo amor oblativo do homem e da mulher.
A família de Juvenal e Celina constituída de 3 filhos, Junior, Joceli e Jefferson e 5 netos, se tornou o melhor sonho, sonhado a dois com o coração cheio de luz, amor e paz. Sou amigo deles e estava presente na festa de suas Bodas de Ouro, celebradas no Rotary Club de Suzano, de forma sábia, tendo presente a imagem poética e bucólica do Bom Pastor, na reza do salmo 23, que Juvenal pediu a um filho para proclamar. Não faltou também a leitura proclamada pela filha Joceli de um trecho da 1ª Carta de São Paulo aos Corintios (1, 4-9) : “Dou Graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Jesus Cristo ( de celebrar 50 anos de matrimônio). Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento à medida que o testemunho sobre Jesus Cristo se confirmou entre vós. Ele vos dará perseverança na caminhada até o fim, até comparecer diante de nosso Senhor Jesus Cristo”.
A cerimônia aconteceu no dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, dois dias depois de 11 de maio, data da celebração do casamento realizado há 50 anos em São Paulo, na Igreja da Mooca e onde Juvenal e Celina estiveram para agradecer a Deus pelos auxílios celestes recebidos ao longo da caminhada conjugal.
O tempo que passou foi alimentado pela reverência e pelo respeito de um para com o outro, tempo vivido no encontro, no diálogo, na capacidade de ouvir, rir, chorar, sem necessidade de passar pelo crivo de provas ou testes de fidelidade.
Com certeza a alegria dos filhos era ver a flor do amor de seus pais, sempre viva, perfumada e bonita.
Infelizmente não é assim para todos os casais, que muitas vezes carregam o fardo da mesmíssima rotina, cansados de contemplar a mesmíssima cara e de fazer a mesmíssima conversa. Vivendo sem graça, de qualquer jeito, sem qualquer sorriso, sem qualquer abraço, não se alcança a felicidade matrimonial.
O matrimônio de Juvenal e Celina foi autenticado e carimbado com o verdadeiro amor e enriquecido pela sublime comunhão de vida entre eles, com os amigos e sobretudo com os filhos, Junior, Joceli e Jefferson, todos muito altos e com brilhante e bem sucedida carreira.