A presente narrativa foi contada por um senhor de mais de 80 anos, que conheço desde a infância.
Ele garante a veracidade dos fatos:
“Voltava de viagem pela Rodovia Dutra, em 1973, juntamente com minha esposa, com a qual convivo há mais de 55 anos. Eu conduzia um fusquinha 1600, de cor branca.
Como nunca gostei de dirigir, trafegava em baixa velocidade pela pista da direita. Repentinamente, um caminhão enorme cola na minha traseira, quase me empurrando.
Fiquei amedrontado e acelerei o fusca, mas o enorme caminhão estava embalado e aparentemente sem carga, porque estava muito veloz. Confesso que estava desesperado e, naquele momento, prevendo o pior.
Resolvi dar passagem ao apressado e joguei meu carro para a pista central.
O problema, é que outro carro tentava alcançar o mesmo espaço e eu vi apenas um clarão que ofuscou minha vista.
O silêncio passou a fazer parte da cena. Após alguns minutos, olhei apavorado para minha esposa e comentei com a voz trêmula:


