Estamos vivenciando um tempo de muita violência e, ela não se restringe ao nosso país, está disseminada pelo mundo.
Aqui a violência contra as mulheres é visível até mesmo nas ruas caminhando observamos discussões que acreditamos desnecessárias. Dia desses vi um casal discutindo na rua e ele ameaçando levantar a mão e bater nela, receoso certamente da reação das pessoas ficava só na ameaça... Mas, e dentro de casa qual terá sido o comportamento dele? Acalmou-se, ponderou e dialogou ou chegou as vias de fato? Difícil saber, mas fácil imaginar que talvez ela se cale por conta da criança que os acompanhava com olhar assustado.
Com todos os suportes que atualmente existem para prestar ajuda para essas mulheres, muitas ainda temem falar, pois, conhecem bem o companheiro e sua capacidade de ser cruel.
Nem mesmo freiras idosas escapam desse furor masculino, não há mais idade ou local onde o respeito se fazia presente. Invadir uma casa religiosa e violentar e matar uma freira idosa está completamente fora das medidas, não iriamos imaginar uma situação como essa em outros tempos.
A polícia também investiga o caso da morte de uma policial feminina, cujo marido, também policial alega que ela cometeu suicídio, mas essa também não é uma situação normal, até porque ela já havia relatado abusos e violência por parte do companheiro.
O Talibã no Afeganistão deliberou que o marido pode legalmente bater em suas mulheres, ou seja, podem impor castigos físicos, colocando-as no nível de escravas, não podem fugir para casa de parentes caso sejam agredidas, pois, serão presas e os parentes também, a religião sendo usada para violentar as pessoas... Completamente fora dos ensinamentos religiosos.
Nos jogos de futebol, onde a intenção é torcer e vivenciar o esporte como um bom passatempo vemos jogadores brigando e trocando ofensas. Tivemos até mesmo a declaração de um jogador que uma juíza mulher deveria ser impedida de trabalhar, pois, não tem capacidade de administrar um jogo com inteligência e, mesmo após o pedido de perdão e sua aceitação, suas palavras continuam ecoando... Ainda bem que sua esposa e mãe o chamaram a realidade rapidamente.
Brigas no trânsito continuam sendo frequentes e ultrapassam o limite do bom senso, onde muitos motoristas partem para a agressão, sem dar margem para o diálogo, mesmo que estejam errados e sejam culpados.
Um desentendimento qualquer entre vizinhos pode se transformar em caso de morte, uma palavra mais ácida fere os brios e já é motivo para tirar a vida de alguém...
É como se fosse um jogo e vidas pudessem ser conquistadas inúmeras vezes, sempre que a perdêssemos...
Essa violência atinge pessoas, coisas e animais... Na China estão mutilando e matando animais por prazer, parte de um jogo para divertir, assim como tem acontecido por terras brasileiras e mesmo em outros países, matar animais causa prazer e é parte de competições incentivadas por grupos na internet.
A vida está perdendo valor, os bens materiais, a diversão, o prazer e as competições estão mais valorizadas que a vida, que leva meses para ser gerada e é embalada com amor desde o seu princípio.
Esse amor parece desaparecer e dar lugar a crueldade e a violência sem limites que observamos nesses tempos que vivemos.


