segunda 13 de abril de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 11/04/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Coluna

Abril de Suzano

11 abril 2026 - 05h00

Na realidade, o mês de abril só adquiriu significado para Suzano em 1949, quando foi oficializada a sua autonomia. Ela, verdadeiramente, foi um presente de Natal, no dia 24 de dezembro de 1948, com a promulgação da Lei Estadual no 233, assinada pelo então Governador do Estado de São Paulo, Dr. Adhemar de Barros. Em consequência, as eleições para os primeiros Vereadores e Prefeito de Suzano foi realizada a 13 de março de 1949. Por isso é que a data da posse dos novos governantes locais se dá em 2 de abril, na Praça João Pessoa, no antigo Cine Suzano. Mas, reconheçamos, tal fato só se dá efetivamente, em raz&atild e;o da luta por anos dos líderes locais pela real autonomia do então Distrito de Mogi das Cruzes em Cidade plena.
Falar um tanto de história é rememorar. Filho de oficial do Exército morei por todo o Brasil e lá fora, mas não tinha a “minha cidade”, até me instalar definitivamente em Suzano em 1977, com a volta ao Brasil, vindo depois de cinco anos seguidos de vida na Europa, na França. Eram tempos complicados, mas já permitiam retornos. Havia me casado com a amada Cristiane em 1971, no cartório ao lado do antigo Paço Municipal. Ela, filha de Dona Jussara Feitosa Domschke, de família tradicional brasileira, antiga diretora da primeira escola da Cidade, que vem a denominar “Prof. Raul Brasil”, e do senhor alemão Martin Hermann Domschke.
O Prefeito Estevam Galvão em 1977 me convidou para trabalhar na Prefeitura. Estudando sobre a Cidade fui descobrindo que ela não tinha um livro com sua história. Então comecei a escrevê-la. Tive a ajuda de amigos de então, como destaco o jurista Pinheiro Franco e o cientista Isaac Grinberg, parceiro por anos, que indicou pontos em Mogi e em S. Paulo, onde consegui dados fundamentais para nossas definições. Levei anos para conseguir publicar o primeiro livro, “Suzano Estrada Real – Roteiro Emocionado da Minha Cidade”(1994) em que tentei seguir o modelo de ligação pessoal, como Manuel Bandeira redigiu seu “Guia de Ouro Preto”. Depois vieram “O Povo Mirambava”(1997) e “Retratos de Suzano – Canto Meu Recanto&r dquo;(2004).
E sei que precisamos de bem mais. Todos precisamos saber mais sobre a nosso Cidade. É uma necessidade para a sua preservação. Assim, quando fui Secretário Municipal de Cultura (2013-2016) lutei muito para conseguirmos mais, não foi fácil. Mas sempre vou agradecer e cumprimentar, quem veio depois e completou lutas em que batalhei, com propostas concretizadas pela equipe do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAC), destacando a querida líder Cind Octaviano. 
Assim, sabemos que novas descobertas sempre podem ocorrer. Por anos só sabíamos que a nossa Igreja do Baruel, base de tudo o que construímos depois no nosso município, teria sido erguida por volta de 1720, pois hoje pesquisadores, como Aurélio Teodoro Fontes e Nádia Fontes, mostram o registro, no Rio de Janeiro, de uma capela a N. Sra. da Piedade já em 1687, no mesmo local da atual igreja do Baruel. Ela seria conduzida então pelo padre Francisco Baruel, que fez a doação das terras locais para a paróquia em 1680. Muitos anos antes do que se sabia. Meu carinho e respeito.
Gente, tentemos saber mais. Estimulemos.