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Jornal Diário de Suzano - 21/03/2026
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Coluna

CPP – O Portal do Professor

26 abril 2025 - 05h00

O CPP – Centro do Professorado Paulista, é uma entidade que agrega os profissionais do magistério de escolas públicas estaduais e municipais do estado de São Paulo. Sou filiado a entidade há quase quarenta anos, conheço bem o seu valor. Busca-se valorizar os profissionais do magistério, garantindo seus direitos, como a qualidade da escola pública.
Até 1930 os profissionais do magistério não tinham voz, além de baixos salários. Na época, existiam duas entidades de professores, a Associação Beneficente do Professorado Público de São Paulo, de pouca expressão, e a Liga do Professorado Católico, de cunho religioso. A primeira proposta de criação de uma associação foi de Ezequiel Ramos, mas perdeu para a do Professor Cimbelino de Freitas que propunha uma instituição sem cor política ou religiosa.
Historicamente foi fundada em 19 de março de 1930, mas instalada em 30 de abril de 1930. Cresceu bastante, hoje possui mais de 120 mil associados, atendidos em 90 sedes regionais no interior do Estado, como a de Mogi das Cruzes (para o Alto Tietê), 5 subsedes na Capital, o Instituto de Estudos Educacionais Sud Mennucci, a Clínica Médica, o alojamento na Capital, além de 8 lindas colônias de férias. Os associados destacam os Departamentos Jurídico e a Procuradoria, que contribuem muito para as suas reivindicações.
No ano de 1958, durante a presidência de Sólon Borges dos Reis, professores em passeata, reivindicaram modificações na composição da carreira, melhores salários e condições de trabalho nas escolas isoladas. Em 1963, sempre na luta, o magistério conseguiu o aumento de vencimentos por meio da Lei nº 6.805/1962. Em 1975, o magistério já pleiteava o aumento de verba para a educação para todo o País. Em 1984, sob a liderança de Palmiro Mennucci, desenvolveram a “Campanha Nacional do CPP: prioridade nacional para a educação”, que conseguiu para o magistério que a União fosse obrigada a aplicar 13% dos impostos arrecadados na manutenção e desenvolvimento do ensino, e nquanto os Estados, Distrito Federal e Municípios, 25%.
Lutas mais recentes alcançaram a incorporação das gratificações ao salário de toda a categoria (aposentados e ativos), contudo os governos provocam a “judicialização” das reivindicações. Muitas foram vitoriosas, mas os governos se recusam a cumprir e as demandas seguem por anos, como em São Paulo.
Não ignoramos que governantes querem acabar com o Serviço Público e negam reajustes salariais aos Servidores, como sabemos que uma Educação Pública é imprescindível. A escola particular é um direito do empresariado, mas não pode ser hipervalorizada e provocar o desprezo do direito a educação dos cidadãos. Uma sociedade só se transforma para melhor se dispuser de boa Educação e nesse sentido é imprescindível a valorização dos profissionais do magistério. Quando temos, como na realidade atual, um terço dos estudantes das faculdades de licenciaturas sem a pretensão de seguir nessa carreira, vemos as disposições para o fracasso de nossa Educaç&ati lde;o. E a melhoria só se realiza se o coletivo da sociedade se mobiliza nesse sentido. Uma entidade como o CPP que agrega os profissionais da nossa Educação em luta por melhor ofício, melhores condições e melhor resultado para a sociedade, tem princípio norteador. Vale apoiar e juntos vencermos. A criação do CPP, a véspera do Dia do Trabalhador, é belo indicativo. Apoiemos o CPP! Parabéns pelos 95 anos de belas lutas, sempre!