Pois é, minha gente, a nossa Educação, especialmente a Pública de São Paulo, está em bruta decadência. Não me refiro apenas a falta de professores, nem admitidos por concurso nem contratados, mas grandemente a desvalorização dos docentes. Fica transparente a direção da destruição do Serviço Público.
Sem respeito aos educadores a coisa vai desandar sem recuperação, infelizmente. São Paulo paga muito baixos salários básicos dos professores, muito menor que outros tantos estados, chegando a ter vencimentos base três vezes menores no Brasil. O Estado mais rico do país nessas condições manifesta seu entendimento de que a Educação não é uma das suas finalidades significativas.
Sabemos todos que o Professor trabalha mais do que o normal. Ele trabalha antes do trabalho normal, preparando sua aula. Trabalha na realização da aula. E também trabalha após a aula, tendo de avaliar os resultados que alcançou no seu projeto. E nem isso é reconhecido.
Podemos saber que a formação dos professores decaiu, sim é verdade. Decaiu na formação inicial, na Faculdade. Está imperfeita. É preciso muito mais investimento da área e acompanhamento consequente. Mas é imprescindível a formação continuada dos mesmos professores, paralelamente e também acompanhada na escola. Mas isso representa custos? Então foi por isso que o governo do estadual cortou tantos recursos da Educação? Um corte na verba total oficial de cerca de 30% para 25%, atingindo valores magníficos com redução de 10 bilhões de reais do dinheiro público. Tendo amigos no legislativo tudo acaba sendo aprovado, nem sempre favorável ao povo.
Mas o governo criou as escolas cívico-militares por quê? Por que ele serviu o Exército, em especial lá no Haiti, na ocasião daquelas tantas mortes nunca bem explicadas? Quando a disciplina militar foi melhor que a educação livre do cidadão? É melhor ser chefe que líder? Por que reduzir a jornada horária das escolas?
O fato é que temos mais a fazer, mas sabemos que um politico prefere um funcionário nomeado do que um concursado, que tem de contribuir para o cidadão, e não pode obedecer a qualquer ordem extravagante. Então criam-se leis que afetam até as constituições, como os confiscos imorais, aos aposentados, que deveriam receber proteção até por serem idosos e com menos recursos.
Os atos de violência que vemos diariamente, mostram que nossa Educação não funciona. Os pais estão despreparados. Os filhos ainda mais. Levaremos muitos anos para alterar este quadro. Pensemos.
Permitam-me também trazer aqui uma homenagem a um Mestre, o nosso querido Bispo, Dom Pedro Luiz Stringhini, da Diocese de Mogi das Cruzes, responsável por toda a região do Alto Tietê, com seus 25 anos de desse seu alto trabalho na ordenação episcopal. Tem feito um trabalho lindo, em destaque a sua visão social que alarga bem o atendimento aos mais carentes. Ele também é Professor, da área de Letras, a minha igualmente, com grande louvor. Infelizmente não pude estar na sua missa de Celebração, essa semana não andei muito bem de saúde. Avante amigo, meu abraço fraterno.


