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Jornal Diário de Suzano - 21/03/2026
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Coluna

Livros e Leituras

21 março 2026 - 05h00

Leituras e livros sempre foram muito importantes na minha vida. Envolvimento ainda bem cedo. Desde pequenino, com meus irmãos mais velhos, leitores, adorava pegar aquele monte de impressos e folhear. Minha mãe e meu pai sempre adoraram ler e eram exemplos, claro. Um dia aprendi a ler, antes mesmo da escola, e isso me encantava. Aprendi a decorar poemas na escola fundamental, foi coisa eletrizante, adorando ver que os ouvintes gostavam. Um dia comecei a escrever, no início em prosa, depois fui tentando os poemas. Até que a paixão pela Poesia me dominou. Nunca mais deixei esse prazer monumental. Amo ler poemas.
Gosto de repassar essa satisfação a todos os que posso. E o faço sempre que viável. E tive o prazer de ver retornos a minha volta.
E, vamos reconhecer, quem ama o que faz, tem mais é que passar essa emoção para os todos os outros. Nos anos de 1960, fiz vestibular de Filosofia, não peguei a vaga. Só tinha na USP e tirei 42º lugar, mas só tinha 40 vagas. Então fui fazer um dos cursos para formar Doutor, que eram assim chamados os cursos de Medicina, Engenharia e Direito. Passei em 3º lugar na Faculdade de Direito da Universidade Católica, a hoje PUC-SP.
Quando um dia tive de sair do país, lá fora, nos anos de 1970, sem saber quando voltaria ou se voltaria, me perguntaram o que mesmo eu gostaria de fazer. Pensei bem, sim, eu gostaria de ser Escritor. Então vai fazer Letras, professores me orientaram. Foi o que fiz. Nunca me arrependi. Acabei cursando mestrado e doutorado, lá fora e depois aqui. Aprofundei estudos de entendimento do texto com pesquisas. E segui adiante. Da Linguística a Semiótica das Culturas. Mas escrever jamais saiu do meu coração. E a Poesia foi avante, pude ser reconhecido, premiado, encantado.
Mas talvez uma monumental felicidade tenha sido mesmo repassar ao outros esse meu encantamento. Não apenas como escritor, porém, permitam-me, também como professor, como palestrante. Ir explicando como o autor foi dizendo o que disse no seu texto, e liberando a maior entendimento de como esse empenho foi nos chegando como leitores é fantástico. Explicar as metáforas. Alargar expressões usadas pelo autor na sua obra amplia consequentemente mesmo a compreensão dos demais. O que, a meu ver, é sempre positivo na sociedade. Especialmente se você não usar aquelas terminologias técnicas de uma pós-graduação.
Mas sempre convidarei a quem puder repassar seus prazeres a todos que tiver condição. Por que esconder, ou mesmo reservar de modo muito pequeno suas próprias satisfações? O mundo pode receber, merece receber e torná-las também suas próprias felicidades. Se você atingiu pontos de alegria, então alargue seu alcance. 
Ler, não é fácil. Sabemos que metade dos alunos de hoje não conseguem entender um texto, sabemos. Mas se pudermos alargar mesmo a alcance desses vulneráveis, e ampliar até a dos mais favorecidos, não deixemos de aproveitar as oportunidades. Todos merecem chegar ao que não puderam atingir. Por que recusar? Nunca! 
Informe mais. Ofereça mais.