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Jornal Diário de Suzano - 07/02/2026
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Coluna

Olhe o Lado Positivo

07 fevereiro 2026 - 05h00

As coisas tem sempre os seus dois lados, o negativo e o positivo. Esta semana conversando com um antigo colega de trabalho em universidade estávamos vendo os amplos aspectos da vida ante o que acontece hoje pelo mundo. Temos visíveis possibilidades de guerras por toda parte, inclusive, não vamos negar, que podem envolver o nosso país. Coisa ruim, certamente. Mas podemos ter esperanças frente a um possível destaque positivo de nossa realidade econômica.
Sabemos de alguns imaginando transformar Gaza num lugar como Miami do Oriente Médio, mas sem palestinos, para o lucro de gente de fora dali, por isso mesmo, negativo. Da mesma forma é nefasto vislumbrar o domínio exclusivamente militar russo na Croácia, com os direitos dos cidadãos negados e invasores devendo ser aceitos, impacta. Mas tem gente que diz estar vendo garantias de paz...
Ao nosso lado também vemos muita coisa complicada. As chuvas nos atacam com muita fúria. Inundações, deslizes de barrancos, com casas e pessoas. Carros com gente sendo levados em correntezas. Será que todos esses lugares já não eram identificados como coisa de risco? Estou enganado? E o que pode ser feito para prevenir os desastres? Muitos pagaram por suas casas, se instalaram cheios de esperanças. Ninguém impediu. Falta planejamento?
Por falar nisso, Suzano é a única cidade planejada do Alto Tietê. Toda a área central recebeu uma proposta em 1890, que foi oferecida a nova Republica do Brasil, no Rio de Janeiro, pela turma liderada por Antonio Marques Figueira, sendo aprovada. E muita gente que vivia no Baruel mudou-se para próximo da parada, da Estrada de Ferro, então chamada de Piedade. A coisa cresceu bem rápido. A única escola de toda a região ficava lá na igreja do Baruel, mas o pessoal do novo aglomerado, era batalhador, em dois anos abriram a segunda escola da região, antes mesmo de Mogi das Cruzes.
Agora, no século XXI, 136 anos depois, temos de continuar, de permanecer, mantendo nossas reflexões sobre o nosso espaço urbano. Permitam-me, mas não paro de fazer propostas. Sei que tem mais gente como eu. Então vamos lá, temos de plantar mais arvores na área central, temos em especial de mudar o sistema de cobertura das calçadas. O número de gente que sofre acidentes não é pequeno. Eu mesmo já cai umas vezes. Na Europa, a Prefeitura é que calça os caminhos, e depois cobra dos proprietários. Isso, se aplicado pelo menos no nosso Centro Histórico, avançaria em qualidade e proteção.
Aliás, o nosso Centro merece calçadas mais largas e arborizadas. Pelo menos inicialmente, poderiam ser reduzidos os estacionamentos das ruas principais, Glicério e Benjamin, entre as praças João Pessoa e Expedicionário. Estimulem-se estacionamentos comerciais. Nosso comércio de rua é reconhecido o maior do Alto Tietê. Podemos fazer tudo isso por lei. Discuta-se. Leva seu tempo, mas temos de encontrar nossas novas condições necessárias.
Gente, temos de ver o positivo e estimulá-lo. Mais gente traz novas propostas. Queremos mais e melhor. Temos o positivo a nossa frente.