Pedro e João, os apóstolos, caminhavam em direção ao Templo para a oração das três horas como era de costume. Eles tinham consciência de que precisavam ser pessoas de oração. Há uma grande diferença entre participar de uma reunião de oração e ser uma pessoa de oração. Precisamos ser pessoas de oração. Milagres e maravilhas acontecem quando nos levantamos em oração. A oração não deve ser o último recurso na vida de um cristão, mas sempre o primeiro recurso. Orando, nós abrimos o coração diante do Senhor, lançando sobre Ele as nossas preocupações, nossos desafios, problemas, sonhos, nossas expectativas, necessidades, alegrias e tristezas. Orando, a gente recebe refrigério, direção e resposta. Orando, a nossa fé se fortalece. A oração não deve apenas fazer parte de nossa vida; ela deve ser o nosso estilo de vida. O apóstolo Paulo fala bem sobre isso: "Orem sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Fiquem alertas. Não desanimem e orem sempre por todo o povo de Deus". (Efésios 6:18) Satanás treme, quando um cristão ora. Se você está enfrentando uma batalha, enfrente-a orando. Se você está bem e contente, ore agradecendo e louvando o Senhor! Se você está enfrentando uma situação difícil, ore, declarando quem Deus é! É fato que precisamos orar mais, seja individualmente, em família, como igreja.
Pedro e João encontraram o mendigo coxo a caminho da oração das três horas. Os primeiros cristãos se reuniam para orar pelo menos três vezes ao dia. Poderíamos colocar a nossa agenda corrida como uma justificativa para não termos uma vida de oração. Mas isso não seria verdade. Colocamos na nossa agenda o que consideramos prioridade. Nós fazemos a nossa agenda; portanto, se colocarmos a oração como prioridade, ela estará em nossa agenda de forma contínua, disciplinada e efetiva. Muitos cristãos gastam horas em academias, e isso é importante para a saúde física e mental, mas alegam não terem tempo para orar. É essencial estarmos ligados, conectados com o Senhor, para nos mantermos em pé espiritualmente, fortalecidos em nossa fé, recebendo de nosso Pai direção e sabedoria para a jornada. Uma vida de oração pode-nos levar às melhores experiências da vida. E, aqui, não estou falando sobre métodos ou lugares específicos para orar, pois o Pai vê a verdade e a fé de nosso coração. Cada um de nós sabe o lugar que a oração tem em sua vida.
Pedro e João não tinham o que o homem coxo queria. Ele era levado para um dos portões do Templo a fim de pedir esmolas às pessoas que entravam no pátio do Templo. Assim, pediu a eles uma esmola. Mas Pedro e João não tinham dinheiro. E, se tivessem, creio que não dariam simplesmente uma esmola e seguiriam em frente. Como servos de Deus e pessoas de oração, eles tinham mais a oferecer do que dinheiro. E foi o que fizeram. Pedro disse: - "Não tenho nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou: pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré, levante-se e ande. Pegando a mão direita do homem, ajudou-o a se levantar. No mesmo instante os pés e os tornozelos dele ficaram firmes. Ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. Depois entrou no pátio do Templo com eles, andando, pulando e agradecendo a Deus". (Atos 3:5-8) Pedro e João deram ao coxo qualidade de vida. As palavras de Pedro para o coxo, antes de o curar, foram: - "Olhe para nós!" Será que as pessoas que olham para nós podem-nos considerar como exemplos de cristãos, dignos de serem imitados?! O apóstolo Paulo afirmava: - "Sigam o meu exemplo como eu sigo o exemplo de Cristo". (I Coríntios 11:1; Efésios 5:1) Que ao olharem para nós vejam um bom exemplo a ser imitado - na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza, na oração. (I Timóteo 4:12)



