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Jornal Diário de Suzano - 02/04/2026
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Coluna

A oração do Getsêmani

02 abril 2026 - 05h00

A oração de Jesus no Getsêmani mostra angústia e dor. Prestes a enfrentar a cruz, Jesus ora de forma intensa e solitária. Os discípulos mais próximos dormiram naquele momento tão crucial em que Ele precisava de intercessores. Estavam fisicamente exaustos e emocionalmente abatidos. Em sua oração, Jesus pediu ao Pai que, se possível, afastasse o "cálice" de sofrimento que o aguardava. Ele sentiu tanta tristeza e pavor, de modo que chegou a suar gotas de sangue. O "cálice" representava o sofrimento físico, emocional e espiritual pelos quais haveria de passar, assumindo toda a carga dos nossos pecados. Ele morreria em nosso lugar. A essência da oração de Jesus é a completa aceitação da vontade de Deus. No "Getsêmani", cujo nome significa "jardim da prensa de azeite", Jesus venceu a maior batalha espiritual que travou em sua vida, saindo preparado para o cumprimento de sua missão, sendo sustentado e fortalecido pelo "Aba", seu Papai. Assim como a azeitona era prensada, Jesus foi pressionado ao extremo até se render à vontade de Deus. Em seguida, Jesus exortou os discípulos a vigiar e orar para não caírem em tentação, salientando como a carne pode ser fraca, mesmo quando o espírito está preparado. Podemos e devemos orar, porque Deus nos ouve. Mas, como vimos, nem sempre Ele nos livra do "cálice do sofrimento". A oração eficaz é a que funciona para nos transformar interiormente. 
Deus não atendeu a oração de Jesus da forma como Ele pediu. A resposta foi "não". Existem muitos cristãos que seguem pela vida com comportamentos imaturos, porque não aprenderam a ouvir o "não" de Deus. - "Não", porque não é o momento; "não", porque não fará bem para você; "não", porque trará consequências desastrosas no futuro. No deserto de Sim, houve um acontecimento que ilustra bem o comportamento espiritual imaturo de muitos de nós. O povo hebreu estava cansado de comer maná; queria comer carne a qualquer preço. E não havia carne disponível naquele momento. Então, agindo como crianças que fazem birra, choraram, gritaram, espernearam, rebelaram-se contra os líderes, a fim de obterem o que desejavam. Puseram Deus à prova, pedindo a comida que queriam. "Eu quero aqui e agora. Vai ser do meu jeito e não do jeito de Deus". Sendo assim, a lição foi dura! Deus mandou um vento que trouxe codornizes do mar, e elas caíram em volta do acampamento. O povo, desesperado, comeu tanto daquela carne, de modo que muitos morreram em razão de um tipo de intoxicação alimentar, conforme registrado em Números 11:4-35. Em razão desse acontecimento, aquele lugar foi chamado de "Quibrote-Ataavá", que quer dizer "As sepulturas do desejo". (v.34) 
A oração feita por Jesus no Getsêmani - "Que seja feita a Tua vontade, Pai, e não a minha" - representa a oração de um coração verdadeiramente quebrantado e disposto a obedecer a Deus até as últimas consequências. Até que ponto estamos dispostos a submeter a nossa vontade à vontade de Deus?! A vontade de Deus nem sempre nos levará a caminhos confortáveis. Os primeiros cristãos foram perseguidos, caluniados, mortos, por estarem fazendo a vontade de Deus. Há momentos na vida em que as coisas ficam realmente difíceis. E, muitas vezes, perguntamos a Deus - "Por quê?" Não conseguimos enxergar propósito para o sofrimento pelo qual passamos. Ainda assim permaneçamos crendo na bondade e fidelidade de nosso Pai! Quando oramos, devemos submeter cada pedido feito à vontade de Deus, confiando que Ele sabe o que é melhor para nós, segundo o Seu propósito eterno!