Um cristão precisa ter uma vida intensa de oração. Se Jesus precisava viver em oração, quanto mais nós! Jesus nos ensinou a vigiar e orar para não cairmos em tentações. Muitas vezes ele se isolava para orar. Certo dia, quando acabou de orar, um de seus discípulos pediu que Ele os ensinasse a orar. (Lucas 11:1-2) E Jesus fez isso, ensinando a oração do Pai Nosso! Não é que devamos sempre repetir a mesma oração. Mas a oração do Pai Nosso representa o que devemos considerar ao orarmos. Fique bem claro que orar não é repetição. Orar é antes de tudo relacionamento com Deus. Não ficamos o tempo todo dizendo as mesmas coisas para quem amamos. Assim, não faz sentido repetirmos as mesmas palavras sempre. Jesus deixou na oração do Pai Nosso alguns princípios da oração. Primeiramente, Ele ensinou que nossa oração deve ser endereçada ao nosso Pai, que está no céu, reconhecendo o quão Santo é o nome Dele. Reconhecemos que Ele é santo pela oração e por nossa forma de viver. A adoração a Deus é uma expressão do nosso amor e da nossa gratidão. O fato de que Ele é Santo não nos deve amedrontar, mas sim despertar em nós temor, respeito e reverência. Sabemos que os hebreus antigos tinham medo de Deus. Apenas o sumo-sacerdote podia entrar no "Santo dos Santos", o Lugar Santíssimo, uma vez por ano, no dia da Expiação, para oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos pecados do povo. Mas Jesus veio à terra para nos mostrar o "Pai". Nós nos relacionamos com o Deus de Amor; nós oramos confiantes no Pai que tem prazer em atender às orações de seus filhos, fazendo o que é o melhor para eles. Orar é conversar com Deus. Significa falar e ouvir o que Ele está nos dizendo.
Jesus segue em sua oração, pedindo que o Reino de Deus venha, e que a vontade de Deus seja feita aqui na Terra como é no céu. Quando Jesus fala do Reino, Ele se refere a um reino espiritual, formado por princípios e valores espirituais em que Deus governa, exercendo a Sua Suprema autoridade e vontade. Existe uma oração que entendo ser a mais difícil de ser feita - "Que seja feita a Tua vontade, Pai, e não a minha". (Lucas 22:42) Foi essa oração que Jesus fez no Monte das Oliveiras, prestes a enfrentar a cruz. Até que ponto estamos dispostos a submeter a nossa vontade à vontade de Deus?! Fazer a vontade de Deus significa muitas vezes enfrentar sofrimento, decepções, frustrações. Estar no centro da vontade de Deus não significa ausência de conflitos, transtornos e lutas. Significa que, mesmo enfrentando tudo isso, o nosso coração repousa em paz. O Reino de Deus pode ser experimentado por aqueles que se submetem à vontade de Deus. O reino é caracterizado pelo amor a Deus e ao próximo, pela prática da justiça, pela paz, alegria e a salvação. Cristo convida a todos para entrarem no Reino através do arrependimento e da fé.
O pedido por provisão dos céus está presente na oração do Pai Nosso. Jesus nos ensinou a pedir a Deus aquilo de que precisamos para cada dia. Cada um conhece as suas próprias necessidades. E Deus pode supri-las em Cristo Jesus, conforme está escrito em Filipenses 4:19. O "pão" pode ser aplicado a nossas necessidades alimentares, mas não apenas a essas. Pode ser que hoje precisemos de alguma outra forma de provisão. Vejo aqui o ensinamento de Jesus com a provisão deste dia. Como Ele bem ensinou, precisamos viver um dia de cada vez. Não devemos ficar ansiosos com o dia de amanhã. O Pai está cuidando de nós. Que haja uma provisão abundante sobre a sua vida hoje! Além disso, Jesus pede que o Pai nos perdoe asssim como nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Se queremos ser perdoados, devemos perdoar. Através de Jesus, fomos perdoados e reconciliados com Deus. Quando Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar um irmão que pecasse contra ele, Jesus deu um número elevado (70 x 7), que significa "sempre". Perdoar é um imperativo da graça!



