domingo 01 de março de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 01/03/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Coluna

Orando em momentos cruciais

01 março 2026 - 05h00


Deus não se agrada de lamúrias. Até com as nossas orações precisamos tomar cuidado para que não se transformem em um relatório de reclamações para Deus. Em Números 14:1-23, o comportamento lamurioso dos hebreus esgotou a paciência de Deus. Era cerca de um milhão de pessoas chorando em alta voz, reclamando de Moisés e Arão, os líderes? Se você já exerceu algum cargo de liderança sabe muito bem do que estou falando! Há momentos em que a liderança pesa. O povo estava no deserto, rumo à Terra Prometida. Não era uma situação confortável, é verdade! No entanto, não faltavam ao povo a provisão diária e o cuidado de Deus! Mas eles estavam acostumados com o relativo conforto da escravidão - eram explorados diariamente, sofriam humilhações e açoites; não obstante, tinham saudades das carnes aceboladas, dos pepinos e melões do Egito. Aquele povo tinha sido chamado para viver a liberdade, a excelência, o melhor de Deus. Mas não estava disposto a pagar o preço. As palavras proferidas revelavam loucura: "Quem dera tivéssemos morrido no Egito! Ou neste deserto! Por que o Senhor está nos trazendo para essa terra? Só para nos deixar cair à espada? Não seria melhor voltar para o Egito? Escolheremos um chefe e voltaremos para o Egito!" (Números 14:1-4) E, como se não bastasse isso, ameaçavam apedrejar os líderes. Tomemos muito cuidado com o que falamos e fazemos na hora do aperto!
Para esse povo faltou fé para continuar confiando em Deus. Eles não demonstraram fé em Deus, que os livrara da escravidão no Egito de uma forma tão maravilhosa! Faltou também reconhecimento pela provisão de Deus - os planos e a provisão de Deus deveriam ser recebidos com alegria e humildade. Mas o povo se rebelou e se encheu de ressentimento, beirando a loucura. Felizmente, havia um quarteto fantástico de líderes, cheio de fé, confiança e temor a Deus. Eram Moisés, Arão, Josué e Calebe. A esses não faltou serenidade diante da tribulação, mesmo com a vida em risco. Coloque-se, apenas por um momento, no lugar deles! Esses homens mostraram ao povo e a nós o que fazer, quando enfrentamos momentos cruciais na vida. 
Eles se prostraram diante de Deus em arrependimento, intercedendo pelo povo e buscando o perdão de Deus. (Números 14:5-6) Como agimos nos momentos difíceis da vida? Ficamos aflitos e desesperados ou nos prostramos em oração diante do Senhor?! Infelizmente, daquela geração que saiu do Egito, nenhum deles entrou na Terra Prometida, exceto Josué e Calebe, que creram até o fim e não murmuraram contra Deus. Quando murmuramos, estamos nos rebelando contra Deus e afastando as Suas bênçãos! Em vez disso, tenhamos um coração cheio de fé e gratidão.
Na Bíblia temos muitos exemplos de orações feitas em momentos cruciais. Em II Crônicas 20:1-30, encontramos o relato de povos inimigos invadindo a terra de Judá. O perigo era iminente. Josafá, o rei, ficou com medo e orou a Deus, o Senhor, pedindo socorro. Em seguida, deu ordem para que todo o povo de Judá jejuasse. Todos se runiram para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades do país o povo veio a Jerusalém. Josafá se pôs de pé no meio deles e orou assim: - "Ó Senhor, Deus dos nossos antepassados! Tú és o Deus do céu e governas todas as nações do mundo. Tu és forte e poderoso, e ninguém pode resistir ao Teu poder" (...) "Não sabemos o que fazer e olhamos para Ti, pedindo socorro!" Josafá era um homem que buscava a Deus. 
O povo estava vivendo um tempo de paz, quando a guerra de repente chegou. A fidelidade de Josafá não impediu que as dificuldades surgissem. Orando, ele recebeu direção e intervenção divinas. Naquela batalha eles não precisariam lutar; apenas, adorar. Assim, Josafá venceu através da oração, do jejum e do louvor. Nos momentos cruciais da vida, oremos e confiemos na intervenção do Senhor!