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Jornal Diário de Suzano - 08/02/2026
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Coluna

Oremos, confiantes na graça

08 fevereiro 2026 - 05h00

Talvez alguém já tenha dito a você: - "Você vive orando, mas nada muda em sua vida". E você, por um momento, se abateu, pensando no porquê de suas orações não serem atendidas. O problema não está em Deus. Mas pode ser que esteja em nós. E, nesse sentido, precisamos nos autoexaminar. Após esse autoexame, prossigamos orando! Primeiramente, Deus não responde às nossas orações, quando estamos em pecado deliberado e desobediência. Em Provérbios 28:9 temos a afirmação de que "Deus despreza até as orações de quem não obedece à Sua lei". Deus também não atende as orações feitas com motivações egoísticas, visando apenas a interesses próprios e escusos, conforme lemos em Tiago 4:3 - "E, quando pedem, não recebem, porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres". Dúvidas e falta de fé podem ser também impedimentos para que Deus nos atenda, conforme está escrito em Tiago 1:6-8. - "Porém peçam com fé e não duvidem de modo nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer". A falta de perdão e os relacionamentos familiares disfuncionais também fazem com que as nossas orações não sejam atendidas, segundo I Pedro 3:7. - "Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações". A arrogância e a falta de humildade impedem a resposta de nossas orações. (Tiago 4:6 e I Pedro 5:5) - "Porém a bondade que Deus mostra é ainda mais forte, pois as Escrituras Sagradas dizem: "Deus é contra os orgulhosos, mas é bondoso com os humildes". Pode acontecer também que a demora de resposta de uma oração ocorra em razão da soberana vontade de Deus, que sabe o tempo certo para cada coisa e tem os seus propósitos. É preciso que o nosso coração esteja alinhado com o Seu propósito. Os nossos desejos nem sempre estão alinhados com a vontade de Deus. O apóstolo Paulo escreveu muito sobre essa realidade. Ele relata uma de suas experiências espirituais em que foi arrebatado até o terceiro céu e, em seguida, para que não ficasse orgulhoso, foi-lhe colocado um espinho na carne a fim de que sempre se lembrasse de sua condição de dependência da graça de Deus. (II Coríntios 12:7) Esse espinho machucava Paulo. Era incômodo demais! Mas foi permissão de Deus! Como lemos no texto bíblico, o espinho veio na vida de Paulo depois de uma grande experiência espiritual. Os "espinhos" fazem parte da vida. Mesmo que a vida fosse um "mar de rosas", não podemos esquecer que as rosas têm espinhos. A nossa caminhada como cristãos não é fácil. Jornadeamos pelas montanhas, mas também pelos vales. Nossa vida vai bem, mas de repente algum imprevisto acontece. Não sabemos com certeza qual era o "espinho" do apóstolo Paulo. Mas sabemos qual é o nosso! Cada um tem o seu! Pelo relato bíblico sabemos que o apóstolo Paulo orou três vezes para que esse sofrimento lhe fosse tirado. Mas a resposta do Senhor foi: - "A minha graça é tudo de que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco". (II Coríntios 12:9) Muitas vezes Deus não vai tirar o espinho que nos incomoda. Todavia, Ele nos dá de Sua graça para seguirmos em frente. Muitas vezes não vamos nem saber como orar devidamente; no entanto, contamos com o Espírito Santo para interpretar perfeitamente a nossa oração ao Pai. Deus não responde às nossas orações porque merecemos, mas sim pela Sua graça. Graça é brisa suave que vence os vendavais da vida. Graça é favor de Deus, consolo, é força que nos ajuda na fraqueza, é o milagre que nos tira do fundo do poço. Só entende a graça de Deus quem é objeto dela. Pelos nossos próprios esforços não obteremos essa graça. Oramos e prosseguimos orando sempre, confiantes na graça de Deus!