Salomão começou bem o seu reinado, buscando a direção de Deus e fazendo uma aliança com Ele. Ele construiu o Templo e o consagrou ao Senhor. Fez orações por ele mesmo e pelo povo, predispondo-se a trilhar um caminho de fé e fidelidade a Deus. A obra estava terminada. E tudo parecia correr bem. À noite, Deus apareceu a Salomão e fez uma advertência: -"Quando eu fechar o céu e não deixar que chova, ou ordenar aos gafanhotos que destruam as colheitas, ou mandar uma peste atacar o povo; então, se o meu povo, que pertence somente a Mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a Mim, Eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo. Escutarei com atenção as orações que forem feitas neste Templo". ( II Crônicas 7:11-15) Deus estava chamando o seu povo para uma nova atitude diante do pecado. Uma nova atitude caracterizada pela humildade e pelo arrependimento, buscando a face e a Presença do Senhor. Só assim Deus ouviria o clamor do povo e sararia a terra deles, enviando boas colheitas e prosperidade. Na resposta à oração de Salomão, Deus falou de três situações que afligiriam o povo, caso se desviasse. Primeiramente, a falta de chuva, que representava todo tipo de escassez material. Em uma economia agropastoril, sem chuva não havia sequer mantimento. Deus mencionou também os "gafanhotos", que representavam as dificuldades diversas que surgiriam repentinamente, situações fora do controle, que viriam em grande volume, trazendo muitas perdas. Por último, a "praga" representava a doença, que poderia ser ainda pior do que a escassez de recursos materiais, pois sem saúde pouco se pode fazer. Todavia, ainda que todas essas intempéries alcançassem o povo, se houvesse arrependimento, quebrantamento e oração, haveria uma resposta de cura e mudança de destino. Em Joel 2:13, Deus pede que seja "rasgado" o coração em sinal de arrependimento. Por mais que nos esforcemos para viver uma vida de santidade, vez ou outra pecamos. E, quando pecamos, entristecemos o Espírito Santo que habita em nós. Na nova aliança em Cristo podemos fazer uso frequente da oração de confissão. Nessa oração reconhecemos e apresentamos os pecados cometidos diante de Deus, pedindo perdão e nos comprometendo com Ele a não cometermos mais os mesmos pecados. O Salmo 51, de autoria do rei Davi, constitui-se em uma oração de confissão e arrependimento. - "Por causa do teu amor, ó Deus, tem misericórdia de mim. Por causa da tua grande compaixão apaga os meus pecados. Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado. Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim!" (vs. 1 a 3) Diante do pecado, podemos ter atitudes adequadas ou inadequadas. Podemos tentar esconder o nosso pecado e seguir com a vida como se nada tivesse acontecido, o que Davi fez a princípio até ser confrontado pelo profeta Natã. Outra atitude que muitas vezes tomamos diante do pecado é tentar justificá-lo, atribuindo a culpa a alguém ou a alguma circunstância. Muitas vezes conseguimos enxergar e apontar o pecado dos outros, mas não o nosso próprio pecado. Pode acontecer também de aceitarmos a culpa pelo erro cometido; porém, não temos a humildade para pedir perdão a Deus e a aqueles a quem ferimos. Ao ser confrontado, Davi teve a humildade de reconhecer o seu pecado. Ele conseguiu enxergar os horrores que havia cometido para satisfazer um desejo, rendendo-se às consequências que foram proferidas pelo profeta. Se houver confissão a Deus e arrependimento, através de Jesus Cristo somos justificados e perdoados. A coisa mais difícil em nossa sociedade é ver alguém reconhecendo o seu erro e pedindo perdão. Mesmo que todas as evidências mostrem a culpa, a pessoa continua se declarando inocente. Essa estratégia pode funcionar na justiça da terra, mas não funciona na justiça divina. Um coração verdadeiramente "rasgado" e arrependido é um coração que agrada a Deus!



