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Jornal Diário de Suzano - 20/01/2026
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Coluna

Uma oração de quebrantamento

18 janeiro 2026 - 05h00

O rei Davi, no Salmo 139:23-24, pede a Deus que examine o interior dele. Ele pede a Deus para investigar o coração, os pensamentos e caminhos. "Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno". Nesse exame, se for descoberto algum caminho mau, ele pede para que Deus o purifique e santifique. Essa oração mostra um profundo desejo de transformação. Pela nossa própria força não conseguimos viver uma vida de santidade. Para isso contamos com a ajuda do Espírito Santo. Mas também há uma parte que nos cabe. E, nesse sentido, precisamos nos esforçar. O nosso coração é enganoso. Muitas vezes não conseguimos enxergar quem somos de verdade. Quando Deus nos examina, Ele traz à tona a nossa realidade interna, mostrando o que está errado dentro de nós. Nessa oração, o rei Davi faz um pedido para que Deus revele e remova os "caminhos maus". Davi se quebranta e se rende ao fato de que Deus, que o fez, pode ver o profundo e o oculto de seu ser. Nós podemos fazer um autoexame também. No entanto, nesse autoexame podemos ser complacentes ou exigentes demais em nossa avaliação. Sabendo dessa realidade, Davi pede que o Senhor o examine, como só Ele pode fazer. Pode acontecer de Deus nos desaprovar, quando estiver nos examinando. Se isso acontecer, que desejemos ser transformados e guiados pelo caminho de Deus. Talvez, o que Deus nos revele doa, mas é uma excelente oportunidade para mudar. No Antigo Testamento, os sinais de arrependimento eram manifestados através do jejum, do choro, do pranto e do rasgar das vestes. Mas tudo isso podia não passar de um mero ritual exterior, sem que houvesse uma real transformação do interior. Em Joel 2:13, Deus pede que em lugar das vestes, que seja "rasgado o coração" como sinal de arrependimento verdadeiro. "Em sinal de arrependimento, não rasguem as roupas, mas sim o coração". Ninguém pode ver um coração rasgado, mas Deus, sim. É do coração quebrantado, arrependido, quebrado, mudado, que Deus se agrada! Uma pessoa arrogante não quer que Deus a examine e mostre o que está errado. Ela se rebela contra toda forma de ensino. O profeta Isaías estava alertando os sacerdotes e profetas de Judá, Reino do Sul, que se haviam desviado de seu chamado. Qual foi a resposta deles? - "A quem é que esse profeta está querendo ensinar? Será que ele pensa que vai explicar a mensagem para nós? Será que somos bebês desmamados há pouco tempo? Ele está pensando que nós somos crianças e quer nos ensinar o beabá?" (Isaías 28:9-10) Definitivamente, eles não queriam ouvir nem aprender nada. Preferiam continuar em seus maus caminhos, embriagados e tontos, espalhando a própria sujeira, sem qualquer preocupação com o futuro. Mas o juízo de Deus sempre vem! Podemos construir nossas vidas segundo os padrões de Deus e de Sua Palavra, ou podemos nos entregar a uma vida emancipada, vivendo conforme a nossa vontade. Seja qual for a nossa escolha, a colheita é certa! 
Enquanto insistirmos em nossos próprios caminhos, estaremos longe de Deus e de tudo a que uma vida de rendição e obediência pode levar. No Salmo 51:17, o rei Davi ressalta que Deus não despreza um coração humilde e arrependido. Sem quebrantamento não há transformação! Se Davi permanecesse em sua teimosia e rebeldia, quando confrontado pelo profeta Natã, sem confessar o seu pecado a Deus com real arrependimento, ele estaria perdido! Lembremos do publicano da parábola contada por Jesus, registrada em Lucas 18:9-14! Enquanto o fariseu se gabava de suas qualidades e de seus feitos religiosos, o publicano, de longe, com a cabeça abaixada, por se considerar indigno, clamava pela misericórdia de Deus - "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pois sou pecador". Esse reconhecimento do que somos, na verdade, revela o nosso quebrantamento diante de Deus. Reconhecemos as nossas fraquezas com humildade, sabendo que precisamos da ajuda de Deus para sermos transformados e restaurados!