Suspeitas de bomba em três estações da Linha 11-Coral (Estudantes - Luz) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPMT) esvaziaram ontem as Estações Guaianases, Corinthians-Itaquera e Brás e interromperam por mais de três horas a circulação de trens. A situação prejudicou os passageiros da região, incluindo os de Suzano. Mais de 900 mil pessoas utilizam a linha todos os dias.
A Polícia Militar (PM) informou que foi acionada primeiro para a Estação Guaianases, onde um artefato foi encontrado na Plataforma 4 por volta das 6 horas. Cerca de 20 minutos depois, outro objeto suspeito foi visto na Estação Corinthians-Itaquera. Horas depois houve o chamado da Estação Brás.
A suspeita de bomba interrompeu a circulação de trens entre as Estações Antonio Gianetti Neto e Tatuapé, da Linha 11-Coral. Os passageiros também passaram a se aglomerar do lado de fora das estações sob ameaça, após a evacuação dos locais. A Linha 3-Vermelha, do Metrô, não foi prejudicada. As estações da região - principalmente em Calmon Vianna, onde há baldeação para a Linha 12-Safira - ficaram lotadas de passageiros, que foram prejudicados.
De acordo com a PM, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi até os locais para desarmar os artefatos. Já segundo a CPTM, em Guianases, funcionários encontraram um celular conectado a um objeto desconhecido, perto da plataforma. Já na Estação Corinthians-Itaquera, três tubos conectados também a um aparelho celular dentro da lixeira causaram a suspeita. As estações foram evacuadas e isoladas por volta de 6h30. O Gate chegou a Itaquera por volta de 8h10 e fazia buscas com cães farejadores.
A melhor opção para quem vinha de Mogi das Cruzes era pegar a Linha 12-Safira na Estação Calmon Viana. Já quem queria seguir para Mogi, deveria embarcar na Estação Tatuapé e acessar a Linha 12.
A CPTM informou que durante a ocorrência, os usuários foram avisados pelo aplicativo Direto CPTM e por meio de aplicativos sonoros.
“A CPTM aguarda as investigações da Polícia e irá colaborar com o órgão visando a identificação dos autores. A companhia ressalta que dispõe de mais de 5 mil câmeras instaladas em trens e estações monitoradas durante 24 horas. E, devido a esse trabalho, foi possível identificar os artefatos suspeitos e adotar os procedimentos necessários para evitar um acidente”, informou em nota.
Foto: Fernanda Fragoso/Divulgação