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Crise contribui para demissão de 370 comissionados nas prefeituras

13 novembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
Crise contribui para demissão de 370 comissionados nas prefeituras

No Alto Tietê pelo menos 370 funcionários comissionados das prefeituras da região foram ou serão exonerados até o final deste ano. A confirmação do corte foi data pelas administrações de Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos. A crise econômica e a dificuldade dos municípios são os motivos apontados, assim como a de estabilizar o orçamento municipal para o próximo mandato. A Prefeitura de Suzano exonerou, no último dia 4. 172 servidores em cargos comissionados. O valor a ser pago com verbas rescisórias será de aproximadamente R$ 1,9 milhão. A administração municipal já havia realizado no mês de outubro corte nas gratificações de cerca de 180 funcionários com cargo de chefia em setores, seções e departamentos. O objetivo da medida é garantir o pagamento de salários e do décimo terceiro dos 4,8 mil servidores públicos da administração municipal. "Todos os cargos comissionados serão ocupados pelo novo prefeito. Eu demiti a grande maioria e fiquei com aqueles que fazem parte da transição. Mas a maioria eu tirei. Deixe os cargos essencialmente técnicos. Estou fazendo isso porque existe mesmo, em todo o País, uma situação que necessita de economia", afirmou o prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB). Hoje, a despesa mensal da Prefeitura com pessoal é da ordem de R$ 14,5 milhões, sendo que apenas o pagamento do 13º vai gerar um custo de R$ 13,8 milhões. Em Poá o número total de funcionários que devem se exonerados é em torno de 190 a 200 trabalhadores conforme divulgou o prefeito Marcos Borges (PPS). De acordo com ele, as demissões já começaram a ser feitas desde setembro e ocorrerão gradualmente até dezembro. "Nós tivemos que atender um sentença judicial que considerou todos os cargos em comissões irregulares, a Prefeitura de Poá foi condenada em segunda instância. Fomos chamados numa reunião com o Ministério Publico e firmamos que, desde setembro, 25% do total de exoneração sendo realizado mês a mês, num total de 190 a 200 funcionários que estão perdendo infelizmente, num momento de dificuldade, o emprego por conta de uma reestruturação", explicou Borges. Já o município de Ferraz não divulgou o número de comissionados que serão demitidos até dezembro. Contudo, a administração confirmou que em razão da dificuldade financeira da Prefeitura, está sendo estudada a possibilidade de exoneração. O objetivo da medida é reduzir os gastos, que hoje, de acordo com a Secretaria da Fazenda, é de R$ 10 milhões, por causa da queda na arrecadação e para manter os salários do funcionalismo em dia. Além de manter os investimentos em áreas essenciais do município como a saúde e educação.