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131 casos de caxumba são registrados no Alto Tietê

16 novembro 2016 - 07h01 Por Gabriely Machado
131 casos de caxumba são registrados no Alto Tietê

Pelo menos, 131 casos de caxumba foram registrados de janeiro a outubro deste ano, nas cidades do Alto Tietê. Destes, 47 são de Itaquaquecetuba, que seguem em suspeitas. Outros são relacionados à Ferraz de Vasconcelos, Poá e Mogi das Cruzes. Suzano não divulgou os dados sobre a doença. Mogi contabilizou neste ano, até o momento, apenas quatro notificações de surto de caxumba. Em 2015, não houve registros. O executivo esclareceu que é de extrema importância tomar a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Em Ferraz, foram registrados 78 pacientes com caxumba de janeiro até outubro deste ano. No ano anterior não houve casos da doença. A cidade realiza tratamentos de imunização e rotina de puericultura. Há também métodos preventivos, com repouso e antitérmico. O controle da doença é feito por meio de busca ativa nos cartões de vacina em atraso. A Vigilância Epidemiológica do município recomenda a população a imunização adequada, boa alimentação e hidratação. Poá teve o menor número, computando apenas dois casos nesse período. No entanto, em 2015 não houve registro de caxumba. Arujá informou que pelo fato da caxumba não ser uma doença de notificação compulsória, não há dados. Ainda ressaltaram que são notificados apenas quando há surto, o que não é o caso neste ano. Guararema também não divulgou os números da cidade em relação à doença. Para garantir a proteção, são necessárias duas doses da vacina tríplice viral, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, agenda as doses aos 12 e aos 15 meses de idade. A vacina também está disponível para adolescentes até 19 anos e adultos, dependendo da situação vacinal. Os interessados devem procurar a unidade de saúde mais próxima levando a caderneta de vacinação para análise. SUZANO O DS procurou também a Prefeitura de Suzano para comentar o assunto, mas ela informou que assim como em Arujá, a caxumba não é uma doença de notificação compulsória e por isso não há dados. Com opiniões divididas, os suzanenses apontam a periculosidade da doença. O metalúrgico Vitor Hugo do Amaral tem receio da caxumba. "A doença pode ser transmitida por um vírus que fica nas gotículas de salivas de pessoas. Por conta disso, fico com medo de pegar, pois ela é perigosa e traz sintomas fortes. Entre eles estão febre, cala frios e dores musculares". Em contrapartida, o maquinista Ricardo Valência falou que não tem medo de pegar a doença. Isso porque tem a carteira de vacinação em dia. "Como tenho registrado em minha carteirinha a vacina contra a caxumba, não temo essa doença. Além do mais, ninguém da minha família pegou até hoje", enfatizou. Já o autônomo Almir Eduardo Ribeiro afirmou que nunca teve problemas com a doença. "Já vi vários casos de caxumba, principalmente com meus amigos. Porém, nunca fui surpreendido pela doença, sorte", completou.