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Destaque

Prefeituras das cidades da região acumulam dívidas de R$ 1,19 bi

07 janeiro 2017 - 07h01 Por Gabriely Machado

A queda de receitas decorrentes da arrecadação, os elevados gastos com o pessoal, o débito com a Previdência Social e a alta taxa de desempregados não são os únicos problemas para os novos prefeitos das cidades da região. A soma da dívida das cidades de Mogi, Suzano, Itaquá, Ferraz e Poá chega a R$ 1,196 bilhão. Esse é o maior débito da história da região. Em Suzano, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), herdou dívida de R$ 250 milhões. “Suzano é uma cidade que tem uma dívida muito grande. A Santa Casa, infelizmente, passa por um dos seus piores momentos administrativo. A cidade vive um verdadeiro caos que reflete diretamente na vida e no cotidiano de cada cidadão”, disse Ashiuchi. FERRAZ Em Ferraz de Vasconcelos, a situação também é crítica. São cerca de R$ 500 milhões em dívidas herdadas, segundo o prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta. O prefeito lembra que a dívida é muito superior ao orçamento previsto para este ano. Em Poá, o prefeito Gian Lopes (PR) anunciou ontem dívida de R$ 101 milhões (leia reportagem completa na página 12). Em Mogi das Cruzes, até novembro de 2016 (a contabilidade de dezembro ainda não está fechada), a Dívida Consolidada Líquida do município era de R$ 225 milhões, que equivale a cerca de 20% da Receita Corrente Líquida. A Prefeitura de Mogi informou que ainda está muito abaixo do limite definido por Resolução do Senado Federal, que é de 120% sobre a Receita Corrente Líquida. Em Itaquá, o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB) também tem de contornar dívidas da Prefeitura. A cidade tem débito de R$ 120 milhões. CRISE FINANCEIRA Entidades que cuidam dos interesses dos municípios confirmam a situação caótica e dívidas das prefeituras. “Os municípios estão dilacerados e a proposta de contenção de gastos do governo federal ajuda a enterrar ainda mais as prefeituras”, desabafou recentemente o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241(Novo Regime Fiscal), que determina um teto para os gastos públicos da União, nas três esferas (Executivo, Legislativo e Judiciário) por duas décadas (20 anos).