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Destaque

Gasto com lixo deve dobrar este ano e chegar a R$ 66,1 milhões

28 fevereiro 2017 - 08h01 Por Gabriely Machado

O Alto Tietê produziu pelo menos 185.972,04 toneladas de resíduos sólidos no ano passado. A verba gasta com a destinação do lixo chegou a R$ 30,9 milhões. Para este ano, o investimento deve mais que dobrar, de acordo com as Prefeituras, chegando a R$ 66,1 milhões. As informações foram divulgadas pelos municípios de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes e Poá. Mogi das Cruzes é a cidade que mais produz lixo por ter maior número de habitantes. São 121.364,75 toneladas. Para a destinação desses resíduos ao aterro, a Prefeitura gastou R$ 12,6 milhões. O lixo doméstico da cidade é encaminhado para a Unidade de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos de Jambeiro (UTGR Jambeiro). A administração divulgou que para diminuir os custos com o envio do lixo, possui o programa "Recicla Mogi", que oferece estrutura para coleta e separação do lixo reciclável. O programa conta com dois ecopontos e atende a 70% da área urbana. Mesmo assim, a previsão de investimento com coleta e destinação de lixo, tanto orgânico quanto o reciclável, para 2017, é de R$ 34 milhões. Ferraz de Vasconcelos produziu aproximadamente 1,4 mil toneladas de lixo. O gasto com aterro no último ano foi de R$ 5,2 milhões. A Prefeitura divulgou que o lixo é encaminhado para o aterro sanitário Centro de Disposição de Resíduos (CDR), em Mairiporã. As ações para diminuir estes gastos estão em estudo, porém, a administração prevê o aumento de quase R$ 7 milhões nos gastos, chegando a um total de R$ 12 milhões, neste ano, para gastos com a coleta e destinação do lixo. Poá também prevê o aumento de até R$ 7 milhões. Ano passado a cidade produziu o volume total de 38,3 mil toneladas de lixo. O valor gasto foi de R$ 3,3 milhões para encaminhar o lixo ao Aterro é o CDR Pedreira. A previsão de gastos para este ano é de R$ 10,5 milhões. A Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente (Cruma) realiza coleta de porta a porta atendendo 30% da cidade. A única cidade que prevê manter o mesmo valor de investimento do ano passado, neste ano, é Arujá. No ano passado, o município produziu 24,8 mil toneladas de lixo, gastando R$ 9,6 milhões. Os resíduos também são encaminhados ao aterro CDR de São Paulo. Já a Prefeitura de Suzano, não divulgou números da coleta de lixo e informou que a Secretaria de Obras, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, está desenvolvendo um projeto para identificar e cadastrar os grandes geradores de detritos e inertes, como supermercados, restaurantes e empresas e condomínios. Ainda de acordo com a pasta suzanenses, estes geradores terão que arcar com os custos da capitação e destino final de seu lixo e detritos. Estes geradores serão licenciados pelos órgãos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Meio Ambiente e terão onde fazer o descarte final.