Promotores apresentaram denúncia contra o prefeito de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB). Eles apontam prática de crime de peculato e pedem que em “substituição à decretação de prisão preventiva”, o prefeito seja afastado das funções públicas. O caso foi ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que, momentaneamente, não aceitou o pedido. O caso foi distribuído em maio ao Setor Criminal do TJ. O relator, desembargador Eduardo Abdalla, expediu Carta de Ordem à Justiça Criminal do Fórum de Itaquá a afim de o prefeito ser intimado da denúncia. O prazo para apresentar a defesa por escrito é de 30 dias. Porém, o advogado do tucano, Dirceu do Valle, afirmou que a denúncia é falsa. Afirmou também que o prefeito confia no Poder Judiciário para arquivamento do caso. Ele negou também que a Justiça tenha pedido prisão do prefeito. "Isso não existiu", afirmou. De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal do Ministério Público (MP), por 10 vezes, ao longo dos meses de setembro e outubro de 2014, Mamoru teria pedido e recebido de forma contínua do empresário Francisco Alves da Silva, em razão do cargo, vantagem indevida, no valor de R$ 20 mil. Além disso, no processo, consta que no primeiro semestre de 2015, nas dependências da Prefeitura, o prefeito teria solicitado e recebido do mesmo empresário para si, ou para outrem diretamente e em razão da função, vantagem indevida de R$ 5,3 mil. A denúncia diz que depois do período eleitoral estadual, em novembro de 2014, a Prefeitura de Itaquá publicou o edital para a contratação de empresa especializada em reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Equipamentos da Secretaria Municipal de Saúde. Na ocasião, quem venceu a concorrência foi à empresa Serracon Construções Ltda-ME, de propriedade do empresário Francisco Alves da Silva. Houve problemas durante a execução das obras. A Prefeitura passou a atrasar os pagamentos. O empresário teria ido pessoalmente ao gabinete de Mamoru para conversar, onde o prefeito prometeu regularizar os pagamentos, mas pediu ao empresário que custeasse as despesas de um veículo pertencente à Guarda Civil do município, no valor de R$ 5,3 mil, o que acabou sendo feito. Segundo Valle, o empresário também já fez acusação falsa contra o ex-prefeito de Itaquá no mandato de 2007, do ex-prefeito Armando Tavares Filho, o Armando da Farmácia. "Não tem pedido de prisão. Consta no próprio depoimento do empresário que não aconteceu do prefeito fazer o conserto dos veículos. Oficialmente, isso é falso e confiamos no Poder Judiciário", completou. O DS não conseguiu contato com o empresário Francisco Alves da Silva.