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Destaque

272,4 mil não foram às urnas

07 outubro 2026 - 05h00 Por Edgar Leite

O DS trouxe, na edição desta terça-feira (6), reportagem mostrando a abstenção de eleitores nas urnas. Só para se ter uma ideia, ao menos, 272,4 mil eleitores deixaram de votar no Alto Tietê. Não compareceram. Os prejuízos da abstenção nas urnas dividem-se em duas esferas principais: o impacto político e democrático para a sociedade e as penalidades legais e financeiras para o próprio cidadão que deixa de votar sem justificativa.


Especialistas afirmam que os prejuízos políticos e sociais são grandes para a democracia.


Quando uma grande parcela da população deixa de votar, todo o sistema democrático pode ser prejudicado porque nem todos os eleitores foram escolher seus representantes.


Nesta semana, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno. 


De acordo com os dados do sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de eleitores. 


Não é o ideal uma abstenção de 20%, segundo a Justiça Eleitoral.


A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno. 


O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos. O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões. A abstenção registrada no primeiro turno é considerada a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%.


Nas eleições presidenciais de 2022, o número de eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa do pleito. 


Eleitores que não foram às urnas e os que ainda estão indecisos podem definir o resultado das eleições deste ano. No primeiro turno, mais de 33,4 milhões de eleitores não votaram. A abstenção foi de 21,08%, o maior índice desde 1998. Dos quase 159 milhões de eleitores aptos a votar, cerca de 125 milhões compareceram às urnas. Quase 79% do eleitorado.


A ausência em apenas um turno não bloqueia o voto no seguinte, mas o eleitor precisa justificar a falta ou pagar a multa para não ficar irregular.


Quem tem voto obrigatório e não justifica pode receber multa e ficar irregular na Justiça Eleitoral. O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 69 anos; para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e pessoas com idade a partir de 70 anos, ele é facultativo e não há punição por faltar.