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Editorial

Reajuste do preço da gasolina

06 julho 2021 - 21h50 Por Gabriely Machado
Reajuste do preço da gasolina

O DS traz, na edição desta quarta-feira , os reflexos do anúncio do governo federal de mais um aumento no preço do gás de cozinha.
Em plena pandemia, em que a situação econômica ainda não se estabeleceu, os aumentos geram muitas reclamações por parte de consumidores.
Ontem, o repórter do DS, Thiago Caetano, foi às ruas e observou que já existe um preparativo de donos de distribuidoras de gás de cozinha para aplicar o aumento.
Não há saída. O problema da estabilização da economia vem de uma maneira unilateral em que o governo aplica os valores sem as contrapartidas aos trabalhadores.
Pagar impostos é, sem dúvida, um dever. Esses pagamentos geralmente são feitos com a esperança de um retorno em benefícios, como ruas asfaltadas e manutenção de bairros onde mora a população beneficiada.
Além do aumento do gás de cozinha, os preços da gasolina devem subir.
De acordo com a Petrobras, a gasolina aumenta, em média, R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69.
O diesel tem médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, e passa a custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras. O gás de cozinha (GLP) para as distribuidoras sobe R$ 3,60 por quilograma (kg), refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg.
Segundo a Petrobras, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados.
A empresa informa também que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio.
Segundo a estatal, tal alinhamento "é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileira".
Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.
"Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg", explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.
Portanto, os aumentos já estarão pesando no bolso dos consumidores, mais uma vez.