Os países migram, mesmo que a passos curtos, para um mundo mais sustentável. Um dos primeiros passos para isso é com a mudança dos carros à combustão, para os veículos elétricos. Na Europa já vemos países, como Alemanha, França e Inglaterra, adotarem o mecanismo.
Enquanto esta mudança não chega, a maioria dos veículos, principalmente no Brasil, necessitam de combustível.
O preço nunca foi barato. Em determinadas épocas o valor foi baixo, mas não é um histórico para o Brasil ter combustível a preço acessível.
O DS trouxe reportagem na edição de ontem mostrando que, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina custa até R$ 5,89 no Alto Tietê.
O valor mínimo na região é de R$ 5,18. O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 14 de agosto.
A cidade que registrou o preço mais alto foi Mogi das Cruzes. Por lá, o preço mínimo é de R$ 5,19. O preço mais caro registrado é R$ 5,89.
Logo em seguida aparece Poá, com preços entre R$ 5,18 a R$ 5,76. No município de Itaquaquecetuba o preço do combustível varia entre R$ 5,27 a R$ 5,59. Segundo a ANP, a gasolina varia entre R$5,24 e R$5,69 em Suzano.
Quem quer fugir do preço utiliza o transporte público ou passa a utilizar transportes mais econômicos, como motos. Há também quem une o útil ao agradável e passa a se locomover de bicicleta. A pessoa se exercita ao mesmo tempo que segue para o trabalho.
O alto preço deve-se ao preço do dólar e do petróleo. Os dois preços caminham juntos para a definição final do valor do combustível.
Na última terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro negou o preço alto e afirmou que a gasolina está “barata”. Durante conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo afirmou que o combustível “custa R$ 1,95 na refinaria”. Nos postos, a última média semanal do preço da gasolina comum no país, fechada na sexta-feira (14), segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi de R$ 5,866.
“Você pode ver, o imposto federal na gasolina existe. Chama-se PIS-Cofins. Ele é o mesmo valor fixo desde que eu assumi. Por dois anos e meio eu não aumentei nada. Agora, o ICMS está quase o dobro do que estava no início de janeiro. ICMS é dos governadores”, afirmou o presidente.
Infelizmente esta é a realidade que o País enfrenta. O presidente joga a culpa sobre os governadores, que por sua vez devolvem ao governo federal.
Enquanto os governantes não buscarem alternativas conjuntas para solucionar questões como esta, o brasileiro seguirá pagando alto no preço do combustível.
Vale destacar que o preço alto do petróleo e do dólar ainda interfere no valor do gás de cozinha. Item primordial para a maioria das famílias brasileiras.